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Dinheiro
26/05/2009 - 10h42

Contas externas do Brasil ficam no azul pela 1º vez em 18 meses

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 11h01.

As transações correntes do Brasil com o exterior registraram em abril um superávit de US$ 146 milhões, segundo dados do Banco Central. Trata-se do primeiro resultado positivo após 18 meses de déficits.

Entram nessa conta o resultado da balança comercial (+US$ 3,712 bilhão em abril), os gastos do país com serviços e rendas (-US$ 3,832 bilhões) e as transferências unilaterais (+US$ 265 milhões).

No mesmo período do ano passado, houve um déficit de US$ 3 bilhões. Nessa comparação, houve um aumento do saldo positivo no comércio exterior e uma queda nas remessas de lucros para o exterior.

No acumulado do ano, o déficit acumulado é de US$ 4,874 bilhões, abaixo dos US$ 13,3 bilhões registrados no mesmo período de 2008.

Nos quatro primeiros meses do ano, houve melhora no saldo da balança comercial (de US$ 4,498 bilhões em 2008 para US$ 6,722 bilhões neste ano), acompanhada de uma queda nos gastos com serviços e remessas de rendas (de US$ 19,1 bilhões em 2008 para US$ 12,7 bilhões).

"As remessas de lucros foram a metade da registrada em abril do ano passado e o superávit comercial foi muito positivo", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

Para maio, o BC projeta um déficit de US$ 2,3 bilhões, devido à queda projetada para o saldo da balança e um aumento nas remessas de lucros e dividendos, que passou de US$ 1,716 bilhão em abril para US$ 2,387 bilhões na parcial de maio.

Investimentos

Os investimentos estrangeiros no setor produtivo brasileiro reduziram o seu percentual de queda no acumulado do ano. Até março, a queda era de 40%. No acumulado até abril, o recuou foi de 30%.

De acordo com o relatório de contas externas divulgado pelo Banco Central, entraram no país US$ 8,751 bilhões nos quatro primeiros meses desse ano, ante US$ 12,671 bilhões no mesmo período do ano passado.

No mês, o resultado ficou positivo em US$ 3,409 bilhões, melhor resultado desde dezembro do ano passado, mas ainda abaixo dos US$ 3,872 bilhões registrados em abril de 2008.

Ações

Já os investimentos estrangeiros em ações e títulos públicos ficaram positivos pela segunda vez no ano. Considerando apenas as ações negociadas no país, entraram US$ 630 milhões em abril. Com esse resultado, o saldo acumulado em 2009 ficou positivo em US$ 624 milhões.

Nos títulos de renda fixa negociados no país, entraram US$ 66 milhões em abril. No ano, o resultado ainda está negativo em US$ 1,589 bilhão.

Dívida

A dívida externa total atingiu US$ 193,1 bilhões em abril, segundo estimativa do BC, um aumento de US$ 511 milhões em relação a março.

Comentários dos leitores
marcio B. (86) 22/12/2009 16h24
marcio B. (86) 22/12/2009 16h24
O Brasil está praticando o suicídio comercial, e o governo sabe disso... Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, uma das maiores taxas de juros do mundo, uma das maiores burocracias do mundo, sofremos uma das maiores inseguranças jurídicas do mundo, possuimos uma infra-estrutura de que não comporta o crescimento e que nos condena a um dos maiores custos de frete do mundo, no envergonhamos de ser um dos países mais corruptos do mundo, sofremos com uma taxa de criminalidade das mais altas do mundo... Ainda tem gente que aplaude o governo!!! TEM-SE QUE APLAUDIR O EMPRESÁRIO E O TRABALHADOR, que levam o país nas costas, e pagam uma fortuna aos cofres públicos. Somos nós que pagamos para que os demagogos nos governem com interesses próprios e pagamos para manter a superestrutura burocrática e governamental que nos aprisiona sem que percebamos. sem opinião
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Sem partidarismo, mas com a cautela necessária ao momento atual do mundo, precisamos encarar a economia com muitíssimo cuidado. Faz parte da política governamental estimular a segurança da sociedade, em parte por partidarismo, em parte para estimular a colaboração do povo. Mas é só considerar a Ford norte-americana propondo PDV para 41.000 funcionários e o governo sueco estar discutindo com sindicatos o fechamento da SAAB, para andar às apalpadelas no terreno minado à frente, como os anjos na canção com Frank Sinatra. É irritante a afirmação de que o Brasil e os países emergentes estão saindo da crise melhor do que os ricos. Não tem sentido acreditar nisto, porque, se os ricos estão numa crise da qual ainda não se livraram, não vão comprar dos emergentes e, portanto, estes não vão enriquecer. Deve-se desconfiar que não nos contam a verdade inteira e baseio-me no aumento de ônibus que Kassab vai implantar em São Paulo: passagem a R$ 2,70. Quantos milhares mais vão fazer o que outros milhares já fazem, andar a pé por falta de dinheiro? Não acredito em saída definitiva da crise que ponha o carro na frente dos bois: a saída tem de ser de baixo para cima, não ao contrário. Por quanto tempo vamos continuar a oitava ou nona economia do mundo com a quantidade de miseráveis que temos? É preciso que os políticos tenham mais consciência de suas responsabilidades sociais. Cinco séculos de erros ainda não são suficientes? sem opinião
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Francisco Oliveira (471) 22/12/2009 14h46
Francisco Oliveira (471) 22/12/2009 14h46
Henrique Silva, você acabou assumindo a posturo de que não há o que elgiar no governo, se você tem argumentos para apresentar o impacto do salário mínimo na previd~encia por favor queremos ler. Agora os funcionários públicos verdadeiros privilegiados deste governo receberão aposentadorias integrais ~que serão reajustadas conforme os salários da ativa, mas o resto dos brasileiros terão a inflação ofcial como aumento de aposentadorias. Depois este governo é contra as privatizações e gasto o que não pode , no Chile a previdência é privada e o trabalhador destina seu dinheiro sem a tutela do estado. Vamos im falar e debater as coisas, pois a verdade nunca é absuluta. sem opinião
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