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Dinheiro
26/05/2009 - 17h03

União Europeia quer coordenar órgãos reguladores contra novas crises

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da Efe, em Bruxelas

A Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia) pretende modificar o modelo de regulação e supervisão do sistema financeiro para evitar que se repitam crises como a atual, e, para isso, cogita intensificar a coordenação entre as autoridades nacionais e iniciar novos organismos de vigilância.

Nesta quarta-feira, o Executivo da UE publicará um ambicioso projeto cuja principal novidade é a criação do conselho de riscos sistêmicos que será encarregado de preservar a estabilidade do conjunto do sistema financeiro e emitir alertas em caso de ameaças.

Além disso, a Comissão planeja implementar um sistema de supervisores financeiros, formado por três novas autoridades, responsáveis pelo setor bancário, de seguros e pelo mercado de capitais.

As propostas da CE foram criticadas antes mesmo da apresentação oficial, principalmente pelo Reino Unido, que resiste a dar poderes vinculativos às novas autoridades de supervisão encarregadas de adotar padrões normativos comuns e mediar caso haja divergências entre supervisores nacionais.

A oposição de Londres a que o BCE (Banco Central Europeu) --no qual o Reino Unido não tem representação, por não ter aderido ao euro-- controle o novo conselho de riscos sistêmicos também levou a CE a cogitar que a presidência do novo órgão seja ocupada pelo presidente da autoridade monetária da zona do euro.

Outra alternativa estudada pela instituição financeira é nomear à frente da Presidência o dirigente de um banco central de um país-membro.

O presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, teve oportunidade hoje de discutir com o dirigente da CE, José Manuel Durão Barroso, sobre as iniciativas.

Revisão

O responsável pela Comissão manteve com Trichet "uma reunião informal", na qual, além de revisarem o sistema europeu de regulação e supervisão, analisaram a conjuntura econômica e financeira, segundo informaram fontes do bloco.

Desde o início da crise financeira, Trichet não escondeu a vontade de que o BCE assuma mais responsabilidades de supervisão, mas, devido às desconfianças do governo britânico, também ressaltou que a intenção não é substituir as autoridades nacionais, mas contribuir para a estabilidade global.

O objetivo da Comissão é que os líderes dos 27 países-membros respaldem a estratégia de reforma financeira do órgão na cúpula que será realizada em Bruxelas entre 18 e 19 de junho, para ir aprovando iniciativas legislativas mais detalhadas ao longo do segundo semestre.

A CE pretende que o novo sistema de supervisão comece a funcionar em 2010 --os especialistas que definiram as bases da reforma pensavam em 2012 como data-marco, após adotar as mudanças em dois períodos--, mas, para isso, precisa convencer antes os governos e, depois, fazer uma rápida tramitação das normas.

Competências

O plano não significará, em nenhum caso --como a CE se esforçou em deixar claro--, retirar competências dos supervisores nacionais, que continuariam sendo responsáveis de vigiar a atividade diária das entidades em seu território.

A ideia é melhorar a coordenação para se adaptar a um setor financeiro cada vez mais integrado e interdependente.

Isso quer dizer que os bancos centrais nacionais, os órgãos responsáveis pela parte de seguros e as Comissões de Valores Mobiliários continuarão desempenhando essas tarefas.

Também estarão representados nas novas autoridades supervisoras da UE que, isso sim, delimitarão os critérios comuns de supervisão e decidirão caso haja disputa entre dois ou mais organismos nacionais.

A CE analisa ainda atribuir a estas autoridades a vigilância de algumas entidades específicas, cuja atividade é só internacional, como as agências de classificação de riscos.

Outro ponto cuja definição pode ser complicada é a distribuição das responsabilidades financeiras entre os países em caso de quebra de uma entidade transfronteiriça.

Comentários dos leitores
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
Grécia em apuros economicos, certamente porque foi mal administrada. E olha que alguns anos atras sediou os Jogos Olimpicos, como o Brasil o fará em 2016.
Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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S Levy (299) 10/12/2009 13h44
S Levy (299) 10/12/2009 13h44
hehehe... Tá falando sério Min. Mantega, igualzinho Dilma com suas luzes? E toda essa ginastica signifaca o que? mais um castigo com impostos, tributos do tipo Cassab, contratação de funcionários públicos parasitas, inúteis e incompetentes ?
O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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JOSE MOTTA (68) 10/12/2009 12h36
JOSE MOTTA (68) 10/12/2009 12h36
A PODEROSA INDUSTRIA AUTOMOTIVA JUNTAMENTE COM O POPULISMO DO GOVERNO VENDERAM CARRO NO BRASIL COMO NUNCA (CARROS CARISSIMOS SE COMPARADOS AO SIMILAR NOS EEUU E ATÉ NA ARGENTINA),LUCRAM,LUCRAM , LUCRARM E DÃO O QUE EM TROCA: NADA........E O GOVERNOA, EM VEZ DE PREOCUPARCOM INFRAESTRUTRA (TRANSPORTE FERROVIÁRIO, COLETIVOS, ETC FAZ QUE? ), ACEITA REDUZIR IPI PARA CARROS PARA GANHAR VOTOS. DEVIA SUBIR O IPI DOS CARROS DE PASSEIO, E COM ESSE DINHEIRO INVESTIR EM TRANSPORTES ALTERNATIVOS E NÃO INUDARO MERCADO DE CARROS.EM POUCO TEMPO NÃO HAVERÁ MAIS ESPAÇOS PARA CARROS EM CIDADES COMO SÃO PAULO. sem opinião
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