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Dinheiro
29/05/2009 - 18h13

Sindicato americano apoia acordo para reestruturação da GM

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da Folha Online

O sindicato UAW (United Workers of America) ratificou nesta sexta-feira o acordo para ajudar na reestruturação da montadora GM (General Motors), pelo qual os trabalhadores aprovam as exigências da empresa em troca de participação no grupo. A medida é parte do projeto que a GM tem de enviar ao governo americano até a próxima segunda-feira (1º) para evitar a concordata.

Em entrevista coletiva, o presidente do UAW, Ron Gettelfinger, afirmou que as medidas receberam o apoio de 74% dos membros. O novo convênio entre a montadora e o sindicato cobre mais de 50 mil trabalhadores em 46 fábricas dos Estados Unidos e permite que a empresa "elimine as brechas de salários e benefícios".

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Após a reestruturação, a GM será majoritariamente controlada pelo governo, que deterá em torno de 70% das ações da "nova GM" em troca de mais empréstimo para manter a produção. O sindicato terá 17,5% de participação no grupo --o que significa algo como US$ 6,5 bilhões em ações preferenciais.

O acordo com o sindicato prevê concessões que devem diminuir os custos de operação da empresa, como corte de empregos e modificações de salários. Entre os principais pontos da proposta, a GM se comprometeu a contribuir o fundo de saúde dos aposentados.

Segundo fontes da indústria automotiva, a GM deve entrar com pedido de proteção ao "Capítulo 11" da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil). Se isso ocorrer, será a maior concordata de uma empresa industrial na história americana.

Desde dezembro, a General Motors esteve funcionando graças aos US$ 19,4 bilhões que Washington emprestou à empresa. Além disso, o fabricante disse que precisará de mais US$ 7,6 bilhões a partir de 1º de junho para manter a produção em suas unidades.

Credores

A GM aguarda ainda a decisão dos credores para eliminar US$ 27 bilhões em dívidas. Em nota enviada nesta quinta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) americana, a GM informou que "um comitê extraoficial" de credores aceitou uma nova proposta para trocar dívida por ações.

Pela proposta, a montadora sugeriu dar 10% das ações da "nova GM" e garantia para aumentar a participação em até 15% aos credores, entre os quais grupos como a Fidelity Investments e a Franklin Templeton Investments e 100 mil investidores individuais.

Os credores têm até o dia 30 de maio para divulgar seu apoio, que poderá deixar a nova GM com uma dívida consolidada de US$ 17 bilhões. Caso rejeitem a medida, a montadora estará fadada à concordata.

Desde dezembro, a General Motors esteve funcionando graças aos US$ 19,4 bilhões que Washington emprestou à empresa. Além disso, o fabricante disse que precisará de mais US$ 7,6 bilhões a partir de 1º de junho para manter a produção em suas unidades.

Até agora, a montadora anunciou que planeja fechar 13 fábricas e 2.400 lojas nos EUA até o final de 2010 e concentrar sua produção em quatro marcas (Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC). Após fechar a marca Pontiac, a empresa procura compradores para marcas como Opel, Saturn, Saab e Hummer.

A GM do Brasil anunciou hoje que vai promover, na próxima semana, uma entrevista coletiva para comentar o futuro da empresa no país.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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