Sindicato americano apoia acordo para reestruturação da GM
da Folha Online
O sindicato UAW (United Workers of America) ratificou nesta sexta-feira o acordo para ajudar na reestruturação da montadora GM (General Motors), pelo qual os trabalhadores aprovam as exigências da empresa em troca de participação no grupo. A medida é parte do projeto que a GM tem de enviar ao governo americano até a próxima segunda-feira (1º) para evitar a concordata.
Em entrevista coletiva, o presidente do UAW, Ron Gettelfinger, afirmou que as medidas receberam o apoio de 74% dos membros. O novo convênio entre a montadora e o sindicato cobre mais de 50 mil trabalhadores em 46 fábricas dos Estados Unidos e permite que a empresa "elimine as brechas de salários e benefícios".
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Após a reestruturação, a GM será majoritariamente controlada pelo governo, que deterá em torno de 70% das ações da "nova GM" em troca de mais empréstimo para manter a produção. O sindicato terá 17,5% de participação no grupo --o que significa algo como US$ 6,5 bilhões em ações preferenciais.
O acordo com o sindicato prevê concessões que devem diminuir os custos de operação da empresa, como corte de empregos e modificações de salários. Entre os principais pontos da proposta, a GM se comprometeu a contribuir o fundo de saúde dos aposentados.
Segundo fontes da indústria automotiva, a GM deve entrar com pedido de proteção ao "Capítulo 11" da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil). Se isso ocorrer, será a maior concordata de uma empresa industrial na história americana.
Desde dezembro, a General Motors esteve funcionando graças aos US$ 19,4 bilhões que Washington emprestou à empresa. Além disso, o fabricante disse que precisará de mais US$ 7,6 bilhões a partir de 1º de junho para manter a produção em suas unidades.
Credores
A GM aguarda ainda a decisão dos credores para eliminar US$ 27 bilhões em dívidas. Em nota enviada nesta quinta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) americana, a GM informou que "um comitê extraoficial" de credores aceitou uma nova proposta para trocar dívida por ações.
Pela proposta, a montadora sugeriu dar 10% das ações da "nova GM" e garantia para aumentar a participação em até 15% aos credores, entre os quais grupos como a Fidelity Investments e a Franklin Templeton Investments e 100 mil investidores individuais.
Os credores têm até o dia 30 de maio para divulgar seu apoio, que poderá deixar a nova GM com uma dívida consolidada de US$ 17 bilhões. Caso rejeitem a medida, a montadora estará fadada à concordata.
Desde dezembro, a General Motors esteve funcionando graças aos US$ 19,4 bilhões que Washington emprestou à empresa. Além disso, o fabricante disse que precisará de mais US$ 7,6 bilhões a partir de 1º de junho para manter a produção em suas unidades.
Até agora, a montadora anunciou que planeja fechar 13 fábricas e 2.400 lojas nos EUA até o final de 2010 e concentrar sua produção em quatro marcas (Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC). Após fechar a marca Pontiac, a empresa procura compradores para marcas como Opel, Saturn, Saab e Hummer.
A GM do Brasil anunciou hoje que vai promover, na próxima semana, uma entrevista coletiva para comentar o futuro da empresa no país.
Com Efe e France Presse
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