Credores aceitam trocar mais de metade da dívida da GM por ações
da Folha Online
Atualizado às 15h18.
Um grupo de credores com direito a pouco mais de 50% da dívida de US$ 27 bilhões contraída pela General Motors (GM), a maior montadora dos Estados Unidos, aceitou trocar o dinheiro devido pela montadora por uma participação de até 25% no novo negócio que surgirá após a reestruturação da companhia.
Nesta segunda-feira (1º), o presidente da montadora, Fritz Henderson, dará uma entrevista coletiva em Nova York, onde deverá anunciar a concordata da GM.
De acordo com fonte ouvidas pela CNN, o presidente Barack Obama também fará um pronunciamento nesta segunda para discutir a situação da GM. De acordo com as fontes, o presidente norte-americano irá explicar as razões para a concordata e os motivos que o levam a crer que este seria o melhor caminho a ser seguido pela montadora.
Pela proposta, a montadora sugeriu dar 10% das ações da "nova GM" e garantia para aumentar a participação aos credores, entre os quais grupos como a Fidelity Investments e a Franklin Templeton Investments e 100 mil investidores individuais.
O conselho de diretores da GM (General Motors) se reuniu neste sábado (30) pelo segundo dia para tomar uma decisão final sobre a restruturação da companhia, em meio ao vencimento do prazo para a montadora apresentar ao governo dos EUA seu projeto sobre o assunto.
Desde dezembro, a General Motors está funcionando graças aos US$ 19,4 bilhões que o governo dos Estados Unidos emprestou à empresa. Além disso, o fabricante diz que precisará de mais US$ 7,6 bilhões a partir de 1º de junho para manter a produção em suas unidades.
No processo de reestruturação, a empresa já anunciou o fechamento de fábricas, demissão de funcionários, venda de marcas e acordos para reorganizar seus mercados.
Caberá ao Departamento do Tesouro norte-americano, que patrocinou o acordo e é o principal detentor da futura companhia, determinar se o número de credores, que concordou com a troca, foi suficiente.
A GM deu um grande passo nesta sexta-feira (29) quando a United Auto Workers aceitou a proposta de redução de custos. Além disso, o governo da Alemanha fechou acordo e a fabricante canadense de autopeças Magna vai assumir o controle da Opel, subsidiária alemã da GM.
O acordo visa proteger a Opel de cobranças caso a americana GM peça proteção ao "Capítulo 11" da Lei de Falências americana.
Com Efe e Associated Press
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