General Motors deve anunciar concordata nesta segunda-feira, diz Casa Branca
da Folha Online
Atualizado às 00h48.
A montadora GM (General Motors), segunda maior do mundo, deve entrar com o pedido de concordata nesta segunda-feira, após o fim do prazo dado pelo governo americano para que a empresa entregasse seu projeto de reestruturação. O pedido visa conceder apoio judicial à montadora enquanto realiza sua reforma, a qual deve separar a empresa em duas: a "nova GM", sem dívidas e com produção reorganizada, e uma empresa que ficará com os débitos.
Segundo agências internacionais, um alto funcionário da Casa Branca confirmou neste domingo que a empresa entrará em concordata.
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Reportagem do jornal "The New York Times" informa que o presidente Barack Obama deve colocar a empresa sob proteção do "Capítulo 11" da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil).
Neste fim de semana, a maioria dos credores da GM aceitaram trocar US$ 27 bilhões das dívidas da companhia por participação na "nova GM", com possibilidade para comprar até 15% dos ativos futuramente. Após a reestruturação, o Tesouro dos EUA deve surgir como principal detentor da futura companhia, com 72,5% de participação acionária, seguido pelo sindicato UAW (United Auto Workers), com 17,5% dos títulos.
| Paul Sancya/AP |
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| Com um prejuízo acumulado de US$ 88 bilhões desde 2004, GM já recebeu US$ 20 bilhões do governo para manter produção |
Com um prejuízo acumulado de US$ 88 bilhões desde 2004, a empresa já recebeu empréstimos vultosos do governo para manter sua produção. Desde dezembro do ano passado, foram cerca de US$ 20 bilhões. A empresa espera outros US$ 30 bilhões até o fim do ano para reorganizar suas contas e sua produção mundial
Segundo o periódico "The Wall Street Journal", o executivo Al Koch, 67, especialista em reestruturação de empresas, vai conduzir o processo. Funcionários da montadora ligados à reestruturação dizem que o pedido de concordata vai manter a empresa sob proteção judicial de 60 a 90 dias, prazo em que a GM deve realizar as medidas anunciadas para se reorganizar.
A empresa já anunciou que vai fechar ao menos 13 fábricas, demitir 21 mil funcionários e se desfazer de até 2.400 concessionárias nos EUA, além de vender quase a metade de suas marcas. Então entre os cortes marcas como Opel, Saab, Hummer, Saturn e Pontiac (que já foi fechada). Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC ficam com a GM.
Segundo a filial brasileira da GM, a crise na matriz não afeta seus negócios. Apesar disso, uma reunião deve ser realizada para detalhar os passos da empresa no mercado nacional.
Nesta segunda-feira, o presidente da montadora americana, Fritz Henderson, receberá a imprensa para falar sobre a decisão da fabricante nos EUA.
De acordo com com "NYT", com concordata ou não, este dia 1º marca uma "mudança significativa na indústria considerada o coração da economia americana." Com 101 anos de história, a montadora que foi a líder do mercado durante quase toda sua história, pode passar a ver de longe a disputa entre os novos gigantes automotivos.
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Especial




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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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