Concordata da GM é a maior da indústria americana; entenda a evolução da crise
da Folha Online
A GM (General Motors) é uma das empresas norte-americanas mais atingidas pela crise global. As vendas da companhia, assim como todas do setor nos EUA, desabaram a partir do segundo semestre do ano passado. Por conta disso, o governo Barack Obama chegou a lançar projeto de lei que estimula as vendas de carros.
O pedido de concordata da GM é o terceiro maior da história dos Estados Unidos, sendo o maior já feito pela indústria manufatureira do país. Em termos de ativos (US$ 82 bilhões), a concordata da GM só fica atrás dos colapsos do banco de investimento Lehman Brothers e da companhia de telecomunicações WorldCom.
Para tentar evitar a quebra da segunda maior montadora do mundo, o governo dos Estados Unidos já concedeu US$ 19,4 bilhões em empréstimos, desde o ano passado. Ao realizar a injeção de dinheiro, a administração federal deu prazo até 1º de junho de 2009 para a empresa divulgar os projetos e os acordos feitos para seu resgate --um plano inicial, apresentado em fevereiro, foi rejeitado.
| Paul Sancya/AP |
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| Com um prejuízo acumulado de US$ 88 bilhões desde 2004, GM já recebeu US$ 20 bilhões do governo para manter produção |
Até o pedido de concordata, porém, a GM já havia anunciado uma série de mudanças. Entre elas está a substituição de Rick Wagoner por Fritz Henderson na presidência da GM, a pedido da Casa Branca.
Além disso, o plano é eliminar cerca de 40% de suas concessionárias, ou 2.400 pontos de venda, até o final de 2010 --só neste ano serão 1.100 pontos da GM, cujos donos já foram notificados.
As 1.100 concessionárias eliminadas representam 18% de toda a rede americana da GM atualmente em funcionamento nos EUA, segundo o comunicado liberado pela montadora.
A GM já anunciou ainda que planeja demitir 21 mil funcionários, fechar 13 fábricas nos EUA até o final de 2010 e se concentrar em quatro marcas (Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC) para retomar o crescimento das vendas.
A marca Pontiac já foi fechada, e a GM espera ainda conseguir compradores para suas marcas, entre elas Saturn, Hummer e Saab (Suécia). A Opel, na Alemanha, foi vendida para a canadense Magna.
No processo, a GM informou que também conseguiu fechar um acordo com os credores para encerrar sua dívida. A empresa vai trocar US$ 27 bilhões de seus débitos por ações da nova montadora.
Desde 2000, a empresa passou por três processos de reestruturação. Os planos não deram certo, e as perdas nos últimos quatro anos somaram US$ 88 bilhões.
Com um prejuízo de US$ 6 bilhões no primeiro trimestre de 2009, a GM vendeu 173.007 veículos nos Estados Unidos em abril --uma queda de 34% em suas vendas na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em todo o mundo, foram comercializados 903 mil veículos, 40% a menos que há um ano.
Com os números desoladores, as ações da GM já são negociadas abaixo de US$ 1. Na abertura dos negócios nesta segunda-feira. a ação valia US$ 0,74, o preço mais baixo da companhia com cem anos de história, fundada em 1908 por William C. Durant.
| Arte Folha | ||
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Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
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Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Na página do Ministério da Saúde > Departamento de Informática do SUS (DATASUS) > Sistemas e Aplicativos > CID 10, pode-se ter acesso ao catálogo de classificação. O fato do próprio Ministério da Saúde disponibilizar a informação é forma cabal e comprobatória da existência da patologia. Boa Sorte...
http://w3.datasus.gov.br/datasus/index.php?area=040203
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