Dinheiro
01/06/2009 - 18h57

Classe política dos EUA vê concordata da GM como mal necessário

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da Efe, em Washington
da Folha Online

O pedido de concordata da General Motors foi interpretada hoje pela classe política como um "mal necessário" que, embora doloroso, ajudará na retomada da economia do setor automotivo.

A GM, uma das chamadas Três Grandes de Detroit junto a Chrysler e Ford, recorreu hoje em Nova York ao "Capítulo 11" da Lei de Falências americana, que dá proteção de seus credores e serve de bolha de oxigênio para uma reestruturação.

Em um ato na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o plano de quebra da GM é "viável", e assegurou que o controle público da empresa é só temporário.

Michael Reynolds/Efe
Mais cedo, Barack Obama disse que Chrysler ganha segunda chance para sobreviver
Mais cedo, Barack Obama disse que Chrysler ganha segunda chance para sobreviver

Ele expressou otimismo sobre o futuro da Chrysler, cuja venda foi aprovada à empresa italiana Fiat, e assegurou que permitir a liquidação de ambas as montadoras teria sido um "desastre".

No total, a administração federal irá injetar na companhia US$ 50 bilhões, sendo que US$ 20 bilhões já foram liberados, e irá controlar 60% do capital da empresa. Já o governo canadense concederá um empréstimo de US$ 9,5 bilhões em troca de 12,5% de participação acionária. O sindicato UAW (United Auto Workers) terá 17,5% dos títulos.

Por sua vez, o presidente da GM, Fritz Henderson, disse que a montadora deixará a concordata em "60 ou 90 dias". Em coletiva de imprensa, afirmou ainda que a quebra não "terá nenhum impacto" na Europa, América do Sul ou Ásia e que seguirão operando "sem interrupções".

O líder da maioria democrata do Senado, Harry Reid, elogiou a intervenção do governo a curto prazo para garantir a sobrevivência da indústria automotiva, e deixou claro seu compromisso em proteger "os investimentos dos contribuintes".

A quebra é "um passo necessário para conservar essa indústria como o pilar de nosso setor manufatureiro", assegurou.

Rebecca Cook /Reuters
O presidente da GM, Fritz Henderson, disse que a quebra não "terá nenhum impacto" na Europa, América do Sul ou Ásia
O presidente da GM, Fritz Henderson, disse que a quebra não "terá nenhum impacto" na Europa, América do Sul ou Ásia

A presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, elogiou o esforço das partes para fazer os sacrifícios necessários para transformar a GM em uma empresa "viável e mais competitiva".

O senador democrata por Michigan, Carl Levin, disse que o fechamento de fábricas e a demissão de milhares causarão uma "grande dor" em seu Estado. eis das instalações que a GM fechará estão em Michigan, onde têm sede as Três Grandes de Detroit.

Alguns republicanos, pelo menos em público, foram cautelosos em sua reação, conscientes do custo político. Mas o número dois da minoria republicana da Câmara de Representantes, Eric Cantor, disse se preocupar com o fato de o acordo da GM ter atropelado os direitos dos acionistas da empresa.

Com o acordo, "foram silenciadas as vozes dessas famílias e aposentados, e suas economias desapareceram", se queixou Cantor, que dúvida da viabilidade do plano.

Em março passado, os republicanos John McCain e Richard Shelby tinham apoiado a quebra da GM como fórmula para a recuperação a longo prazo, em vez de buscar apoio financeiro de Washington.

Para o defensor dos consumidores e ex-candidato presidencial, Ralph Nader, a quebra e reestruturação da GM supõe "uma crua e evitável arma de devastação em massa para trabalhadores, concessionárias, fornecedores, pequenos negócios e suas devastadas comunidades".

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
Luís da Velosa (1425) 25/11/2009 17h15
E depois da bonança, também pode vir a tempetade. O Natal pode parecer mais vibrante, luminoso, uma festa maravilhosa para o advento do nascimento do Menino Jesus. Mais tarde, de janeiro a novembro, muitos consumidores serão inumados por dívidas. sem opinião
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Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Marco Hundsdorfer (33) 25/11/2009 11h34
Cara Chris Maria.
Obrigado pela informação. Estamos tentando agora na Justiça, porque o INSS local diz que a doença não existe (O responsável local). Falo sério.
Para quem esta dando alta para quem tem cancer ou mãos amputadas...
Agradeço, e muito, sua colaboração, assim como agradeço à Folha de São Paulo por permitir retratar este descaso, não só comigo, mas com todos aqueles que necessitam de auxilio doença em Ponta Grossa - Paraná.
sem opinião
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Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Chris Maria (238) 25/11/2009 09h44
Parte 1
Prezado colega Sr. Marco Hundsdorfer (32) 23/11/2009 19h18
Li seu comentário e achei lamentável que isso esteja acontecendo porque fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à forma de sensibilidade de uma pessoa frente a um estímulo doloroso, envolvendo músculos, tendões e ligamentos. É bastante provável que o Sr tenha conhecimento, mas enfim, não custa nada passar esse tipo de informação, até porque, talvez seja preciso juntar uma série de informações adicionais, inclusive da Sociedade Brasileira de Reumatologia, para que o caso seja devidamente enquadrado. Mesmo tendo sido reconhecida nos USA, os profissionais da área de saúde continuavam usando a classificação do Código Internacional de Doenças (CID 10) aplicando o código M.79.0 - "Outros transtornos dos tecidos moles, não classificados em outra parte" (que por não ser específico incluía a Fibromialgia), código este fornecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Ocorre que atualmente ele não é mais utilizado e, portanto, não tem mais validade para atestar a Fibromialgia porque esta Síndrome ganhou um código CID próprio, fornecido pela própria OMS, que é o código M.79.7, passando assim a ser uma patologia totalmente reconhecida. De modo que este é C.I.D válido e deve ser usado pelos profissionais da área de saúde.
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