Dinheiro
02/06/2009 - 12h25

GM do Brasil diz que não faz parte de concordata nos EUA e mantém investimentos

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

Atualizado às 14h10.

O presidente da General Motors do Brasil, Jaime Ardila, destacou nesta terça-feira que a unidade não faz parte do processo de recuperação judicial anunciado ontem pela matriz nos EUA. Ele informou que nada deverá mudar para o cliente da GM no Brasil e que a empresa mantém os planos de investir de US$ 2,5 bilhões até 2012.

"A GM Brasil será uma parte da Nova GM. O comprador da Nova GM será o governo dos Estados Unidos e vai fazer isso convertendo em ações os empréstimos dados. Vamos mudar de dono na Nova GM, mas não somos [GM Brasil] parte do processo de recuperação judicial", disse ele.

Ardila informou que a GM deverá ter mais independência financeira e depender de suas próprias operações. Conforme o executivo, a GM do Brasil não vai receber ajuda da matriz e não vai dar nada a ela nos próximos anos. Segundo ele, a GM nos EUA "tem um padrinho melhor, que é o governo dos EUA", que vai bancar a reestruturação junto ao governo do Canadá, que já mostrou interesse no negócio, e com recursos próprio de caixa.

"A GM no Brasil terá recursos suficientes para financiar produtos e modernizar as fábricas. A GM não espera e não precisa de ajuda da matriz desde 2005. E nos próximos cinco anos não vai receber ajuda e não vai ajudar a GM dos Estados Unidos", afirmou.

Dos US$ 2,5 bilhões em investimentos previstos para o período de 2007 a 2012, a GM do Brasil já anunciou e aprovou a liberação de US$ 1,5 bilhão, empregados no lançamento de cinco modelos até 2010 (o cronograma prevê o lançamento de um modelo neste ano e os outros quatro em 2010).

O dinheiro restante será aplicado em novas plataformas e, segundo Ardila, será de recursos próprios. A possibilidade de buscar financiamento em bancos será "uma decisão futura".

Consumidor

Os executivos da GM brasileira destacaram que a reestruturação da matriz nos EUA não deve ter impacto para os proprietários de carros da marca no país, nem para fornecedores. Além de manter os investimentos, a montadora não prevê a retirada de nenhum modelo da linha atual.

"Hoje, não compramos nada dos Estados Unidos e também não vendemos produtos para lá. Não tem impacto sobre produto", disse Ardila, que informou a intenção de a montadora importar um "produto pequeno" dos EUA, tradicional na produção de grandes veículos.

Em relação à negociação da Opel com a canadense de autopeças Magna, ele informou ainda que o acordo prevê a manutenção dos atuais vínculos de produto. "A produção da Opel continuará sendo desenvolvida dentro da GM. Não muda em termos de estrutura", informou.

A GM do Brasil, que já teve um número grande de veículos com origem na Europa, mudou esse cenário, segundo Ardila. "Hoje, a Europa tem um projeto em desenvolvimento e terá continuidade."

Ardila destacou que, atualmente, a unidade brasileira não compra serviços tecnológicos (engenharia e design) da corporação, mas os vende. Segundo ele, nos últimos três anos, a subsidiária vendeu para a GM mundial US$ 430 milhões em tecnologia, incluindo US$ 165 milhões para a corporação em 2008.

Comentários dos leitores
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
Isaías Santana (32) 10/11/2009 17h00
É impressionante a maneira tosca com a qual algumas pessoas se reportam ao presidente. Queria muito saber em qual faculdade existe o curso de PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA? O Lula ñ foi o responsável por todos os êxitos, e c/ toda certeza as pessoas de bom senso tb percebem q algumas escolhas dele poderiam ser mais acertadas. Mas a verdade é q há muito ñ víamos alguém cair nessa balança e sair em saldo. O FHC até o primeiro mandato estava caminhando p/ isso, mas conseguiu fazer o país estagnar no segundo mandato. Há muito tempo não víamos o mundo (qdo digo o mundo, digo desde pessoas comuns de outros países até seus meios de comunicação nacional) olhar para o Brasil e acharem q sua administração coleciona acertos. Interessante lembrar q não faz muito tempo, alguns desses nem sabiam onde ficava o Brasil. Ao eloquente pessimista: permita-se conversar com alguém q está fora e pergunte a ele o q tem ouvido sobre o país, já q você ñ consegue abrir os olhos pra enxergar alguma diferença q seja. O pessimista atribui ao crescimento mundial o sucesso brasileiro desta década, se fosse assim teríamos uma África em crescimento e até vizinhos nossos esbanjando a mesma robustez brasileira. Queira acreditar no país e no rumo q ele está tomando! Ñ há como retroceder agora. Fazer vc perceber isso ñ tem nada a ver com o Lula, apenas com a sua própria postura diante do mundo. sem opinião
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h43
Antonio Rodrigues, as escolas públicas do ensino básico são estaduais ou municipais e cabe ao governo federal apenas repassar as verbas da educação conforme manda a lei. A aplicação desses recursos transferidos pelo governo federal, são utilizados pelos governadores e prefeitos de nossas cidades conforme a vontade deles. O pior é que muitos governadores e prefeitos desviam recursos que lhes são repassados para a educação para outras finalidades, e com isso violam as leis. Há poucos dias a Folha publicou o montante dos recursos destinados a cada estado e o maior desvio dessa aplicação se deu no Rio Grande do Sul, ou seja, o que mais desviou esses recursos e em penúltimo lugar estava o Estado de Minas Gerais. Acontece também é que os alunos das escolas públicas de todo o Brasil participaram de um teste e os alunos das esolas públicas de São Paulo, de responsabilidade do estado e da prefeitura ficaram nos últimos lugares. A segurança pública também é de responsabilidade dos estados através de suas policias militar e civil. Acontece que também a Folha publicou dias atrás um comunicado da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo dizendo que a criminalidade apresentou um crescimento nos últimos 3 trimestres. Pesquise e analise se achar conveniente. 3 opiniões
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Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (555) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
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