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Dinheiro
02/06/2009 - 15h00

Reestruturação da Opel pode causar demissão de 10 mil

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da Efe, em Budapeste

Cerca de 10 mil pessoas podem perder o emprego em fábricas europeias da Opel, ex-subsidiária alemã da GM (General Motors), durante a reestruturação da montadora, disse hoje em Budapeste o ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier

Sindicalistas alemães já falaram que as demissões poderiam chegar a 18 mil, enquanto a Fiat chegou a estimar em menos de 10 mil, enquanto a montadora italiana tentava negociar a compra da Opel, o que não se confirmou.

O ministro, durante visita oficial à Hungria, assegurou à imprensa que a entrada da empresa austríaco-canadense Magna na Opel poderá "salvar o maior número de postos de trabalho possível".

Steinmeier assegurou também que é importante que se tenha conseguido "que a parte europeia da General Motors seja tratada independentemente" no processo de concordata da empresa, anunciado ontem.

Na semana passada, o governo da Alemanha fechou acordo e a fabricante canadense de autopeças Magna vai assumir o controle da Opel. O negócio contou com o apoio do banco estatal russo Sberbank e da montadora russa de caminhões GAZ. O governo alemão dará 1,5 bilhão de euros em empréstimo imediato para que a Opel continue a operar.

A Opel recebeu hoje a primeira ajuda financeira estatal de 300 milhões de euros, dos 1,5 bilhão previstos inicialmente.

No total, o governo dará nos próximos anos à Opel apoios de 4,5 bilhão de euros.

 

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