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Dinheiro
02/06/2009 - 15h00

GM defende IPI menor por mais um trimestre e retirada gradual

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DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online

A GM do Brasil defende a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para carros no terceiro trimestre e a retirada gradual do benefício a partir dos últimos três meses deste ano. A medida definida pelo governo vale até o final deste mês e já foi estendida pelo governo uma vez.

Segundo os executivos da empresa, ainda não houve nenhuma conversa a respeito de uma possível prorrogação do IPI menor com o governo, mas que elas deverão começar a ocorrer neste mês.

O vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, disse à Folha Online que a proposta da montadora é pedir a prorrogação por mais três meses (julho, agosto e setembro), com a retirada gradual do benefício a partir de outubro deste ano.

Jaime Ardila, presidente da marca no país, aposta na recuperação do mercado, que pode colaborar a retirada gradual do benefício.

"A expectativa nossa é que, no momento de ter de decidir sobre o IPI, a economia vai estar se recuperando e as condições de financiamento estarão melhor. Também nos colocamos a favor da mudança gradual. Mas não conversamos nada ainda com o governo e isso vai acontecer em junho", disse.

Quanto ao compromisso das montadoras com o governo de não demitir enquanto vigorar a redução do IPI, Ardila disse que está mantido até junho. "Há o acordo com o governo de não demitir durante o benefício, que tem fim em junho, e não tem nada negociado ainda para prorrogar. Nossas decisões sobre emprego no futuro vai depender do mercado", disse Ardila, que informou, no entanto, que as fábricas estão produzindo na capacidade máxima.

Otimismo

Apesar da redução de 16% nas vendas de carros até abril deste ano, Ardila se diz satisfeito com a performance da GM no mercado brasileiro. Negou que a redução tenha algum vínculo já com as notícias de reestruturação da marca nos EUA e atribuiu o resultado à problemas de produção.

"Durante os três primeiros meses, tivemos problemas de produção, que ficou abaixo da demanda para o Celta e Classic, por conta da preparação da linha na Argentina para receber o Viva (nova linha a ser lançada ainda este ano). Quando recomeçou, recuperamos estoque. Também reduzimos as vendas corporativas, por risco de financiamento", disse Ardila.

Ele também sustentou que o mercado cresceu a partir de carros pequenos, que não são o foco da marca, e comemorou a performance do setor em maio, com cerca de 247 mil unidades vendidas. A GM trabalhava com a perspectiva de 240 mil, "que já seria agressivo", segundo Ardila. Para ele, o mercado vai sustentar o ritmo de recuperação e atingir 270 mil unidades em junho.

"Maio foi ótimo para a Chevrolet, próximo de 48 mil unidades. Estamos muito satisfeitos, com market share [participação de mercado] acima de 20%, excluindo caminhões. É o melhor mês de participação de mercado para a Chevrolet neste ano", disse Ardila.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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