GM defende IPI menor por mais um trimestre e retirada gradual
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
A GM do Brasil defende a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para carros no terceiro trimestre e a retirada gradual do benefício a partir dos últimos três meses deste ano. A medida definida pelo governo vale até o final deste mês e já foi estendida pelo governo uma vez.
Segundo os executivos da empresa, ainda não houve nenhuma conversa a respeito de uma possível prorrogação do IPI menor com o governo, mas que elas deverão começar a ocorrer neste mês.
O vice-presidente da GM, José Carlos Pinheiro Neto, disse à Folha Online que a proposta da montadora é pedir a prorrogação por mais três meses (julho, agosto e setembro), com a retirada gradual do benefício a partir de outubro deste ano.
Jaime Ardila, presidente da marca no país, aposta na recuperação do mercado, que pode colaborar a retirada gradual do benefício.
"A expectativa nossa é que, no momento de ter de decidir sobre o IPI, a economia vai estar se recuperando e as condições de financiamento estarão melhor. Também nos colocamos a favor da mudança gradual. Mas não conversamos nada ainda com o governo e isso vai acontecer em junho", disse.
Quanto ao compromisso das montadoras com o governo de não demitir enquanto vigorar a redução do IPI, Ardila disse que está mantido até junho. "Há o acordo com o governo de não demitir durante o benefício, que tem fim em junho, e não tem nada negociado ainda para prorrogar. Nossas decisões sobre emprego no futuro vai depender do mercado", disse Ardila, que informou, no entanto, que as fábricas estão produzindo na capacidade máxima.
Otimismo
Apesar da redução de 16% nas vendas de carros até abril deste ano, Ardila se diz satisfeito com a performance da GM no mercado brasileiro. Negou que a redução tenha algum vínculo já com as notícias de reestruturação da marca nos EUA e atribuiu o resultado à problemas de produção.
"Durante os três primeiros meses, tivemos problemas de produção, que ficou abaixo da demanda para o Celta e Classic, por conta da preparação da linha na Argentina para receber o Viva (nova linha a ser lançada ainda este ano). Quando recomeçou, recuperamos estoque. Também reduzimos as vendas corporativas, por risco de financiamento", disse Ardila.
Ele também sustentou que o mercado cresceu a partir de carros pequenos, que não são o foco da marca, e comemorou a performance do setor em maio, com cerca de 247 mil unidades vendidas. A GM trabalhava com a perspectiva de 240 mil, "que já seria agressivo", segundo Ardila. Para ele, o mercado vai sustentar o ritmo de recuperação e atingir 270 mil unidades em junho.
"Maio foi ótimo para a Chevrolet, próximo de 48 mil unidades. Estamos muito satisfeitos, com market share [participação de mercado] acima de 20%, excluindo caminhões. É o melhor mês de participação de mercado para a Chevrolet neste ano", disse Ardila.
Leia mais notícias sobre a General Motors
- GM do Brasil diz que não faz parte de concordata nos EUA e mantém investimentos
- Justiça autoriza entrega de mais US$ 15 bi para a GM
- Classe política dos EUA vê concordata da GM como mal necessário
Outras notícias sobre economia em Dinheiro
- Reestruturação da Opel pode causar demissão de 10 mil
- Governo japonês diz que o pior da crise já passou
- Ford Motor teve queda de 24% nas vendas em maio
Especial
- Veja o que há em nossos arquivos sobre a GM
- Leia a cobertura completa da crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria


Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar