Venda da Chrysler para a Fiat será liberada quinta-feira
da France Presse, em Nova York
O juiz encarregado do caso Chrysler, Arthur Gonzalez, aceitou que a venda de ativos sadios da montadora de automóveis americana a um consórcio estruturado em torno da italiana Fiat se realize a partir de quinta-feira, salvo se algum recurso contra for apresentado ao Tribunal de Apelações, segundo fontes judiciais.
O magistrado do tribunal de Nova York reconheceu a validade dos argumentos apresentados pelo Estado Federal, porque o tempo corre para o construtor americano.
O plano, plenamente apoiado pelas autoridades, prevê a criação de uma "nova" Chrysler, nas mãos de um consórcio que pertence 35% ao grupo italiano Fiat, 55% aos fundos administrados pelo sindicato do automóvel UAW e 10% pelos governos americano e canadense.
A nova empresa assumirá os ativos sadios do grupo. Os ativos em dificuldades permanecerão na "velha Chrysler", que se encarregará de liquidá-los e converter as somas recuperadas aos credores, sob supervisão da Justiça.
A Chrysler pediu concordata em 30 de abril. Os credores da Chrysler receberão US$ 2 bilhões, o que representa uma redução de dois terços da dívida do grupo.
A empresa deve fechar em torno de 25% de suas 3.200 concessionárias nos EUA até o próximo dia 9.
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