Presidente da GM nega que governo dos EUA planeje dirigir grupo
da France Presse, em Nova York
da Folha Online
O governo de Washington não tem a intenção de dirigir a General Motors, assegurou nesta terça-feira o diretor-geral do grupo, Fritz Henderson, no segundo dia de um processo de concordata desenhado pelo governo federal.
"Trabalhei lado a lado do governo que não tem a intenção de administrar a empresa", afirmou Henderson no canal CNBC, um dia depois da formalização da concordata da GM.
Segundo Henderson, "não há conflitos com o governo sobre a administração da GM".
O presidente Barack Obama insistiu na segunda-feira que Washington prentende desligar-se o mais rápido possível da GM, embora isso não tenha impedido a ironia de numerosos analistas sobre a existência de um "Government Motors" (num trocadilho com a GM) dirigido pelas autoridades públicas.
A General Motors anunciou nesta terça-feira ter assinado um protocolo de acordo com um comprador não identificado para vender-lhe sua marca Hummer, especializada nos modelos 4x4, antes do final do terceiro trimestre.
Esta venda, que será submetida previamente à justiça e às autoridades de regulação, deverá ser efetuada em condições que permitam preservar mais de 3.000 empregos nos Estados Unidos, entre operários, engenheiros e concessionários da marca, informou o grupo em comunicado.
Segundo a agência de notícias Associated Press, um conglomerado empresarial chinês seria o possível comprador da marca americana Hummer, que pertence à General Motors.
Segundo a fonte citada pela agência, que não quis se identificar, a Sichuan Tengzhong Heavy Industrial Machinery Co. é a empresa que assinou o princípio de acordo para a compra da Hummer, marca especializada em veículos 4X4.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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