Dinheiro
04/06/2009 - 11h05

Poupança tem melhor resultado em 5 meses; saldo positivo é de quase R$ 2 bi

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MARCELA CAMPOS
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

A entrada de recursos da caderneta de poupança superou a saída em maio, registrando o melhor resultado desde dezembro do ano passado, quando os depósitos superaram os saques em R$ 5,39 bilhões. Desde fevereiro a aplicação não acumulava saldos positivos.

Segundo dados do Banco Central divulgados na manhã desta quinta-feira, os depósitos ultrapassaram os saques em R$ 1,88 bilhão no mês passado. Em maio, segundo o Banco Central, os depósitos de recursos em caderneta de poupança foram de R$ 78,8 bilhões, superando as retiradas de R$ 76,9 bilhões.

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Em abril, o saldo entre saques e depósitos foi positivo em US$ 941,55 milhões e, em março, o resultado ficou negativo em R$ 846,8 milhões.

No mês passado, o governo anunciou a tributação para aplicações na caderneta de poupança acima de R$ 50 mil --que representam cerca de 1% das contas na caderneta de poupança.

Com a queda dos juros , a poupança está se tornando uma aplicação mais atrativa do que alguns fundos de investimentos principalmente os dos grandes bancos, que cobram altas taxas de administração. Nesse caso, a poupança também tem a vantagem de estar isenta de Imposto de Renda. A tributação da caderneta só valerá para períodos em que a taxa de juros esteja abaixo de 10,50% ao ano.

Rentabilidade em 2008

Em 2008, a captação da caderneta de poupança caiu quase 50% em relação a 2007. Mesmo assim, a aplicação mais popular do país registrou, no ano passado, o segundo maior resultado da história. No ano passado, a caderneta de poupança teve um rendimento de 7,9%. A inflação foi de 9,81%, se medida pelo IGP-M, e de 6,10%, pelo IPCA-15.

Entre janeiro e dezembro de 2008, a poupança registrou uma captação líquida de R$ 17,66 bilhões. Somente no mês de dezembro, foram R$ 5,387 bilhões, resultado impulsionado pelo pagamento do 13º salário.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h51
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h51
LULA: estimulou a criação de emprego e reduziu o desemprego deixado por FHC de 13% para 7,5% (em outubro de 2009). Os salários tiveram recuperação da perda deixada por FHC e o salário mínimo mais que dobrou (o resultado foi a movimentação econômica e a queda do desemprego)
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
(CONTINUA)
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Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h50
Henrique Silva (184) 28/11/2009 00h50
Só pra esclarecer algumas diferenças na política econômica do governo LULA e a (des)política do governo tucano:
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
(CONTINUA)
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