Dinheiro
04/06/2009 - 13h39

Ministro italiano volta a manifestar interesse da Fiat na Opel

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da Efe,em Roma

O ministro de Desenvolvimento Econômico da Itália, Claudio Scajola, disse nesta quinta-feira estar "convencido" de que as cartas ainda estão sobre a mesa e que a Fiat ainda teria chances de comprar a alemã Opel.

"Talvez nos próximos meses o assunto Opel seja retomado. O plano industrial da Fiat é o melhor. A primeira decisão do governo alemão e da GM (General Motors) foi de caráter financeiro e esteve condicionada pelo clima político na Alemanha", afirmou Scajola.

O ministro italiano disse esperar que as declarações da chanceler alemã, Angela Merkel, que descreveu o acordo com o consórcio austríaco-canadense Magna como não vinculativo (de cumprimento não obrigatório), possam levar a Alemanha e a GM a reconsiderar o projeto nos próximos seis meses, "pelo interesse da Europa".

Quanto à possibilidade de uma aliança da Fiat com outros fabricantes europeus, Scajola declarou que a montadora italiana agora está concentrada na fusão com a Chrysler.

"A Fiat está trabalhando bem, com um bom produto e uma boa organização. Não há dúvida que, para competir no setor automobilístico é preciso integração", disse o ministro. A imprensa italiana também diz que a fabricante cogita uma aliança com a francesa Peugeot.

Ontem, o executivo-chefe do grupo Magna, Siegfried Wolf, afirmou aos funcionários da Opel em Rüsselsheim (Alemanha) que espera assinar o acordo de aquisição em quatro ou cinco semanas. Ele disse que as conversas caminham bem, e que a operação prevista terminará em setembro.

As declarações de Wolf acalmaram os trabalhadores, pois na terça a Magna tinha informado através de um comunicado que "os acordos de princípio alcançados deverão se transformar em realidade" e que não podia "garantir que a transação, no final, se concretizará".

Comentários dos leitores
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h24
Parte 1
O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 2
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Chris Maria (242) 28/11/2009 13h23
Parte 3
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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