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Dinheiro
05/06/2009 - 13h25

Inflação da baixa renda deve desacelerar ainda mais, prevê FGV

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A inflação para as famílias de baixa renda tende a desacelerar ainda mais este mês, segundo o economista da FGV (Fundação Getúlio Vargas), André Braz. Com isso, pela primeira vez desde dezembro de 2006, a taxa acumulada em 12 meses do IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) deverá ficar abaixo do IPC-BR (Índice de Preços ao Consumidor - Brasil).

O IPC-C1 mede a inflação das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos mensais, em quatro capitais do país -- São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Já o IPC-BR verifica a inflação para as famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos, em sete capitais -- além das quatro do IPC-C1, pesquisa Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília.

"A tendência é que o IPC-C1 desacelere em junho, já que não haverá pressão dos preços administrados, dos medicamentos e dos cigarros. E ainda há perspectiva de recuo no preço de alimentos que pesam bastante nas famílias de baixa renda, como arroz, feijão, frango e açúcar", afirmou Braz.

Em maio, o IPC-C1 teve alta de 0,69%, ligeiramente abaixo dos 0,73% observados em abril. Nos últimos 12 meses, tem elevação de 5,55%, mesmo patamar verificado no IPC-BR.

O economista explicou que a principal pressão veio dos reajustes das tarifas de energia elétrica (8,70%) e de água e esgoto (20,79%) em Salvador. Também houve pressão dos medicamentos, cuja alta foi de 2,16% em maio. Nos últimos 12 meses, os remédios acumulam elevação de 6,85% dentro do IPC-C1.

"No caso do aumento dos preços administrados em Salvador, há um peso maior no IPC-C1, já que no IPC-BR, são sete capitais, e esse reajuste fica mais diluído", explicou Braz.

Os alimentos ficaram mais baratos para a baixa renda (-0,08%), influenciados pela queda dos preços do arroz e do feijão, principalmente. No acumulado dos últimos 12 meses, o arroz ficou 0,87% mais barato, enquanto o feijão tem deflação de 25,48%.

Ao mesmo tempo, o leite, que tem peso de 1,70% dentro do IPC-C1, vem mantendo trajetória ascendente. De janeiro a maio, acumula alta de 20,47%, a maior para o período desde 1996. Nos últimos 12 meses, ficou 18,41% mais caro. Somente em maio, o preço do leite subiu 9,58%, maior alta para este mês desde 2004.

"A alta do leite é sazonal, mas está mais intensa. Há entressafra, e as condições climáticas influem. Com o frio, as pastagens ficam prejudicadas, e o produtor tem que recorrer a outros produtos, mais caros, para alimentar o gado", comentou Braz.

Comentários dos leitores
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
Com certeza essa inflação mentirosa do governo lulala não coloca em seus calculos o que pagamos em comida, gasolina, aluguel, algumas mordomias que são obrigações do governo nos dar como saude digna,desenvolvimento, e o recuso dessa classe que nos rouba a de politicos e juizes que não lhe são cobrados IR e quando pagam são irrisórios ou pela metade, e os rombos feitos pelo bndes em nossa economia, o governo declara ajuda a bancos no IR e será que coloca isso como divida ativa, duvido, e se colocar o povo é que paga, e por que será que muitos orgãos não pagam IR, ex: sindicatos, igrejas, pac com obras super faturadas, bolsa miseria,mst, ongs principalmente as estrangeiras, então se somar tudo isso com certeza nossa inflação beira ai os 50% ano e lulala e sua equipe quer nos convencer que ´só 5%, então por que o banco central com o manteiga junto não baixa os juros do copom para 5% tb, e por que será que bancos brasileiros mantem um taxa de juros a mais alta do mundo pois não adianta nos comparar com paises mais podres do que o nosso e sim cuidar do nosso o que os governantes não fazem e nos mantem na miseria ..... sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. 2 opiniões
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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