Dinheiro
05/06/2009 - 16h27

Ministro afirma que é contra prorrogação do IPI menor para veículos

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da Agência Brasil
da Folha Online

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reafirmou hoje (5) que é contra a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na compra de veículos e que defenderá o fim do benefício no prazo determinado, 30 de junho.

Ele não disse se o governo pretende prorrogar a redução do IPI e informou que o governo deve discutir o assunto na terceira semana deste mês. Miguel Jorge discorda dos que preveem redução das vendas a partir de julho, se o benefício acabar.

"É importante que as pessoas saibam que vai acabar, porque senão posterga-se a compra. Até o dia 30, vou ser contra a prorrogação."

Segundo o ministro, a expectativa de queda gera uma mudança positiva, que é comprar o carro, mas, quando se sabe que há prazos longos, continua-se na mesma situação e não se provoca o consumo.

Miguel Jorge destacou que a questão mais importante a ser resolvida no momento é a queda na venda de caminhões, mas ressaltou que o governo ainda não sabe quais serão as medidas tomadas, embora esteja trabalhando na questão, que considera urgente.

"Temos que trabalhar para encontrar uma maneira de fazer com que o autônomo, que é responsável por grande parte da frota do país, possa trocar um caminhão mais velho por outro mas novo", afirmou o ministro, após participar da cerimônia de instalação do Grupo de Trabalho Automotivo do ABC, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).

Um dos problemas relacionados aos autônomos e que precisa ser solucionado é a questão da garantia de que o financiamento será pago. "O autônomo dificilmente consegue dar uma garantia que é necessária. Uma grande empresa, por exemplo, tem garantias para dar e com isso consegue crédito a longo prazo. O problema é o autônomo".

Segundo o ministro, o governo está tratando com os sindicatos da categoria e tem encontrado uma série de problemas. Ele evitou dizer quais são os entraves ou dar prazos para o anúncio das medidas e disse que há diversas questões, inclusive legais, que precisam ser tratadas antes de adiantar qualquer uma das medidas que podem ser tomadas. "Não temos data porque não estabelecemos prazo. Tem algumas coisas que não podemos dar prazo".

Fazenda

Segundo reportagem da Folha desta sexta, o Ministério da Fazenda recomendará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a redução de impostos para veículos e eletrodomésticos não seja prorrogada. A reportagem completa está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.

A posição provocou críticas da Força Sindical, que defende a prorrogação como forma de manter os empregos no setor. "A decisão da equipe econômica poderá ser nefasta neste momento de incertezas econômicas colocando em risco a manutenção dos postos de trabalho nos setores metalúrgico, químico, borracha e comércio. Acabar com a redução do IPI neste instante é um incentivo às demissões", afirmou a central, em nota.

Comentários dos leitores
Alexandre Pellizzon (93) 09/11/2009 16h22
Alexandre Pellizzon (93) 09/11/2009 16h22
Os estados que mais produzem veiculos: Sp, MG e RS sao governados por tucanos. Eles nao defedenram os empregos dos metalurgicos durante a crise, nao reduzindo nenhum imposto e ainda se beneficiaram do ipi q aumento a venda de carros sem opinião
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celso assis (61) 09/11/2009 15h41
celso assis (61) 09/11/2009 15h41
Com relação ao ICMS estadual sobre os carros acho de fato um roubo, e por que nos estados onde o PT governa eles aproveitam a boquinha e não isentam os os compradores de tal imposto ( o Sr. Jorge Wagner na Bahia do PT deveria começar a renunciar deste imposto) Lembram-se de qdo este famosso PT com seus Lulas e similares falavam mal e estavam contra o Plano Real , que de fato conseguiu acabar com nossa inflação. 1 opinião
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Alexandre Pellizzon (93) 09/11/2009 15h29
Alexandre Pellizzon (93) 09/11/2009 15h29
Concordo plenamente com a Ireny! O ICMS é muito pior que o IPI e os estados nunca fazem nada pra reduzi lo. Nem mesmo no auge da crise. O governo federal ficou sem o ipi, as vendas cresceram na crise, e cresceu muitoooooooo a arrecadacao do ICMS que é mto mais alto que o IPI! Os governadores ainda querem se candidatar a presidente. Bonito ne? Quero que mostrem na tv o que fizeram durante a crise? NADA! sem opinião
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