Dinheiro
05/06/2009 - 18h54

Crédito habitacional dobra e Caixa reduz juros para até 8,2%

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MARCELA CAMPOS
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

A partir de segunda-feira, os juros nos empréstimos habitacionais feitos pela Caixa Econômica Federal ficarão entre 8,2% e 11,5% ao ano, mais TR (taxa referencial), mudança que poderá reduzir as prestações em até 10,58%.

A nova regra vale para as operações que operam com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), cujas cotas de financiamento chegam a 90% do imóvel.

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Para financiamentos de imóveis de até R$ 500 mil, o corte chega a 1 ponto percentual. Para os avaliados em até R$ 150 mil, a taxa fica entre 8,2% e 8,9% ao ano, mais TR, dependendo da opção de pagamento. Antes, variava entre 8,4% e 9,4%, ao ano.

De acordo com Jorge Hereda, vice-presidente de governo da Caixa, a medida se deve a uma "reprecificação" dos produtos oferecidos pelo banco, possível a partir da redução de custos e ampliação de escala, e não vai haver sacrifício na rentabilidade dos ativos do banco.

"Temos uma margem mínima de retorno para nossos produtos. De tempos em tempos, fazemos uma reavaliação e, se há folga, repassamos para os clientes." A última redução da taxa para essas operações ocorreu há um ano, e "a taxa foi mantida durante o pior período da crise", diz Hereda. "A Caixa não tem como objetivo levar o lucro à última consequência, mas também não faz irresponsabilidades", afirma.

Nos cinco primeiros meses do ano, o financiamento pela Caixa atingiu R$ 13,2 bilhões, em mais de 275 mil contratos, mais do que o dobro de 2008, quando o banco emprestou R$ 6,5 bilhões, em 131 mil contratos. Em 2009, a Caixa estima aplicar no setor cerca de R$ 30 bilhões.

Mercado

Na quarta-feira desta semana, foi a vez de o Banco do Brasil anunciar medidas para facilitar a compra da casa própria. O período para quitar o financiamento foi ampliado em cinco anos, equiparando-se aos 30 anos oferecidos por Caixa, Bradesco e Santander.

O juro das prestações também caiu: o menor foi de 8,9% para 8,4% ao ano, mais TR, mas dependendo do negócio, pode bater os 13% ao ano. A porcentagem do valor do imóvel a ser financiado passou para 90%, enquanto Itaú/Unibanco, Santander e Bradesco mantiveram os 80%.

No final de maio, o Bradesco também anunciou medidas que facilitam a compra da casa própria, incluindo aumento de prazo e corte de juros em 1,1 ponto percentual (de 10% para 8,9% ao ano, mais TR) para imóveis avaliados em até R$ 120 mil, novos ou usados.

O Itaú/Unibanco cobra juros de 11,5% ao ano, mais TR, para imóveis entre R$ 62,5 mil e R$ 500 mil. No Santander, quem opta por juros fixos paga taxa de 9% (imóveis entre R$ 40 mil e R$120 mil) e 11,95% (entre R$ 120 mil e R$ 500 mil).

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (34) 04/11/2009 14h17
Olmir Antonio de Oliveira (34) 04/11/2009 14h17
Crédito imobiliário, uma boa noticía. Para um deficite no país, centenas de milhares de residencias, um poder aquisitivo do trabalhador ainda pequeno, mas com sinais que apontam para melhoria. È bom sinal, é bom que as instituições divulguem suas pespectivas e ou intenções. Certo é que existe ainda enorme potencial de capacidade do setor de construção civil, ainda ocioso ou pouco aproveitado. Quanto ao trabalho no setor ainda é visto de maneira correta, existe variedade de quialificação, até faltando mais qualificação, treinamento, especialização, coisas que tem muito a ver com a cultura. Coisa habitual atitude os de outras categorias e dizerem,para irem para construção civil os sem qualificação.... meias verdades, ironias..... substimar, presumir... tem feito parte do conceitual do brasileiro..... bom ou rumi faz parte do sistema atual. Certo é que um setor enorme e pouco organizado, com sindicatos quando comparados a outras categorias, ainda pouco representativos..... Creio que com boa especialização os ganho podem ser bastante significativos, no momento especialmente para os patrões " construtores" e para o proprietário final do imóvel. O certo é que em muitos casos falta muita infraextrutura "coisa o atruição pública", para viabilizar empeendimentos..... sem opinião
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Manoel Francisco Pereira (66) 03/11/2009 09h00
Manoel Francisco Pereira (66) 03/11/2009 09h00
ESTE É O ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO A QUE A MINISTRA SE REFERE, MAS SOMENTE PARA O BOLSO DOS PETISTAS OU SEJA NAS CUECAS.. VEJA A SEGUIR...A Fenae Corretora, empresa dirigida por sindicalistas da CEF (Caixa Econômica Federal), é a maior negociadora de seguros de entrega de obras do programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal há sete meses, informa reportagem de Fernando Barros de Mello, publicada nesta terça-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Empreiteiras e corretores ouvidos pela Folha afirmam haver um monopólio informal da Fenae Corretora, que é a única a ter acordo com a Caixa para a venda do seguro-garantia do programa habitacional --um negócio de milhões de reais. A Caixa diz que o mercado é livre para quaisquer seguradoras e corretoras.
A Fenae Corretora é ligada à Fenae (Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa Econômica Federal), entidade associada à CUT (Central Única dos Trabalhadores). Pedro Beneduzzi Leite, que preside a corretora e a entidade sindical, é filiado ao PT desde 1990 e já foi doador de campanhas petistas.
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Neimar Oliva (14) 15/09/2009 10h47
Neimar Oliva (14) 15/09/2009 10h47
É brincadeira! Ao invés das pessoas comemorarem a absorção plena da mão-de-obra, incentivando-se assim a formação de novos profissionais, e a valorização dos terrenos, que já acontece em outros países há décadas, gerando riquezas, vemos ressaltarem os novos problemas "bons" como daninhos. 2 opiniões
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