EUA devem autorizar bancos a devolverem dinheiro de ajuda, diz jornal
da Folha Online
O governo dos Estados Unidos pode anunciar nesta segunda-feira que alguns dos principais bancos do país já podem começar a pagar os bilhões recebidos em ajuda para evitar que quebrassem devido à crise provocada pela quebra do banco Lehman Brothers, em setembro do ano passado, segundo reportagem desta segunda-feira no diário americano "The Washington Post".
No último dia 19, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley enviaram ao governo uma proposta para devolver até US$ 20 bilhões dos empréstimos concedidos por meio do plano de resgate em abril. Cada um recebeu US$ 10 bilhões por meio do Tarp (Programa de Socorro a Ativos Depreciados, na sigla em inglês, programa de ajuda de US$ 700 bilhões criado pelo governo americano para evitar a quebra de instituições financeiras do país).
O Bank of America, por sua vez, anunciou no último dia 27 um reforço em seu capital, de cerca de R$ 26 bilhões; dias antes, o jornal britânico "Financial Times" informou que o banco pretende devolver ao governo até o fim do ano os US$ 45 bilhões de ajuda pública que recebeu desde o fim de 2008.
De acordo com o "Post", os bancos têm buscado permissão para pagar os empréstimos a fim de evitar restrições sobre os pagamentos de seus executivos e de mostrar que recuperaram suas forças. A reportagem informa que 20 bancos de menor porte já receberam essa permissão. Fontes do governo ouvidas pelo diário americano disseram acreditar que as instituições maiores não precisam mais dos empréstimos e querem dar aos bancos um voto de confiança.
"Ambiente artificial"
As mesmas fontes alertaram, no entanto, para o fato de que esse pagamento de empréstimos não deve ser visto como uma prova de recuperação da economia e de que, "através de empréstimos baratos, garantias e a promessa de não deixar os grandes bancos quebrarem", o governo criou um "ambiente artificial".
Nesse ambiente, os lucros e os preços das ações voltaram a subir, o que ajudou os bancos a captarem cerca de US$ 50 bilhões nas últimas semanas, o que permitiria começar a pagar os empréstimos. Mesmo assim, poucas instituições manifestaram disposição a desistir das garantias e da promessa de não se permitir que quebrem.
Analistas independentes ouvidos pelo jornal disseram temer que o relacionamento entre governo e bancos está entrando, assim, em uma "nova fase precária". "O governo não partilharia mais dos lucros dos bancos, mas ainda teria de estar pronto para absorver prejuízos", diz o texto.
Testes de estresse
No início de maio, o Fed (Federal Reserve, o BC americano) informou que dez dos 19 maiores bancos americanos terão que captar US$ 74,6 bilhões em fundos próprios, segundo o resultado do "teste de estresse" aplicado sobre eles para saber se suportariam a uma eventual piora da recessão no país.
O resultado do teste mostrou que o banco que mais precisa de recursos é o Bank of America, que teria de captar US$ 33,9 bilhões. Em seguida aparecem Wells Fargo (US$ 13,7 bilhões), GMAC (US$ 11,5 bilhões), Citigroup (US$ 5,5 bilhões) e Morgan Stanley (US$ 1,8 bilhões).
O teste mostrou também que nove das instituições financeiras não vão precisar captar fundos, informou o Fed. Entre eles estão o JPMorgan Chase, a emissora de cartões de crédito American Express, o Goldman Sachs e a seguradora MetLife.
Devolução
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse no mês passado que as instituições financeiras americanas devem devolver ao longo deste ano cerca de US$ 25 bilhões dos recursos do fundo de ajuda aos bancos. Com isso, o governo teria de volta US$ 124 bilhões dos US$ 700 bilhões aprovados para esse fim.
Segundo o secretário do Tesouro, esse dinheiro poderia ser usado para capitalizar outros bancos ou para ajudar as montadoras. Alguns críticos questionam essa nova destinação --acham que esse dinheiro deveria voltar aos cofres do governo.
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Especial



Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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