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Dinheiro
08/06/2009 - 12h22

EUA devem autorizar bancos a devolverem dinheiro de ajuda, diz jornal

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da Folha Online

O governo dos Estados Unidos pode anunciar nesta segunda-feira que alguns dos principais bancos do país já podem começar a pagar os bilhões recebidos em ajuda para evitar que quebrassem devido à crise provocada pela quebra do banco Lehman Brothers, em setembro do ano passado, segundo reportagem desta segunda-feira no diário americano "The Washington Post".

No último dia 19, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley enviaram ao governo uma proposta para devolver até US$ 20 bilhões dos empréstimos concedidos por meio do plano de resgate em abril. Cada um recebeu US$ 10 bilhões por meio do Tarp (Programa de Socorro a Ativos Depreciados, na sigla em inglês, programa de ajuda de US$ 700 bilhões criado pelo governo americano para evitar a quebra de instituições financeiras do país).

O Bank of America, por sua vez, anunciou no último dia 27 um reforço em seu capital, de cerca de R$ 26 bilhões; dias antes, o jornal britânico "Financial Times" informou que o banco pretende devolver ao governo até o fim do ano os US$ 45 bilhões de ajuda pública que recebeu desde o fim de 2008.

De acordo com o "Post", os bancos têm buscado permissão para pagar os empréstimos a fim de evitar restrições sobre os pagamentos de seus executivos e de mostrar que recuperaram suas forças. A reportagem informa que 20 bancos de menor porte já receberam essa permissão. Fontes do governo ouvidas pelo diário americano disseram acreditar que as instituições maiores não precisam mais dos empréstimos e querem dar aos bancos um voto de confiança.

"Ambiente artificial"

As mesmas fontes alertaram, no entanto, para o fato de que esse pagamento de empréstimos não deve ser visto como uma prova de recuperação da economia e de que, "através de empréstimos baratos, garantias e a promessa de não deixar os grandes bancos quebrarem", o governo criou um "ambiente artificial".

Nesse ambiente, os lucros e os preços das ações voltaram a subir, o que ajudou os bancos a captarem cerca de US$ 50 bilhões nas últimas semanas, o que permitiria começar a pagar os empréstimos. Mesmo assim, poucas instituições manifestaram disposição a desistir das garantias e da promessa de não se permitir que quebrem.

Analistas independentes ouvidos pelo jornal disseram temer que o relacionamento entre governo e bancos está entrando, assim, em uma "nova fase precária". "O governo não partilharia mais dos lucros dos bancos, mas ainda teria de estar pronto para absorver prejuízos", diz o texto.

Testes de estresse

No início de maio, o Fed (Federal Reserve, o BC americano) informou que dez dos 19 maiores bancos americanos terão que captar US$ 74,6 bilhões em fundos próprios, segundo o resultado do "teste de estresse" aplicado sobre eles para saber se suportariam a uma eventual piora da recessão no país.

O resultado do teste mostrou que o banco que mais precisa de recursos é o Bank of America, que teria de captar US$ 33,9 bilhões. Em seguida aparecem Wells Fargo (US$ 13,7 bilhões), GMAC (US$ 11,5 bilhões), Citigroup (US$ 5,5 bilhões) e Morgan Stanley (US$ 1,8 bilhões).

O teste mostrou também que nove das instituições financeiras não vão precisar captar fundos, informou o Fed. Entre eles estão o JPMorgan Chase, a emissora de cartões de crédito American Express, o Goldman Sachs e a seguradora MetLife.

Devolução

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse no mês passado que as instituições financeiras americanas devem devolver ao longo deste ano cerca de US$ 25 bilhões dos recursos do fundo de ajuda aos bancos. Com isso, o governo teria de volta US$ 124 bilhões dos US$ 700 bilhões aprovados para esse fim.

Segundo o secretário do Tesouro, esse dinheiro poderia ser usado para capitalizar outros bancos ou para ajudar as montadoras. Alguns críticos questionam essa nova destinação --acham que esse dinheiro deveria voltar aos cofres do governo.

Comentários dos leitores
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
Grécia em apuros economicos, certamente porque foi mal administrada. E olha que alguns anos atras sediou os Jogos Olimpicos, como o Brasil o fará em 2016.
Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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S Levy (299) 10/12/2009 13h44
S Levy (299) 10/12/2009 13h44
hehehe... Tá falando sério Min. Mantega, igualzinho Dilma com suas luzes? E toda essa ginastica signifaca o que? mais um castigo com impostos, tributos do tipo Cassab, contratação de funcionários públicos parasitas, inúteis e incompetentes ?
O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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JOSE MOTTA (68) 10/12/2009 12h36
JOSE MOTTA (68) 10/12/2009 12h36
A PODEROSA INDUSTRIA AUTOMOTIVA JUNTAMENTE COM O POPULISMO DO GOVERNO VENDERAM CARRO NO BRASIL COMO NUNCA (CARROS CARISSIMOS SE COMPARADOS AO SIMILAR NOS EEUU E ATÉ NA ARGENTINA),LUCRAM,LUCRAM , LUCRARM E DÃO O QUE EM TROCA: NADA........E O GOVERNOA, EM VEZ DE PREOCUPARCOM INFRAESTRUTRA (TRANSPORTE FERROVIÁRIO, COLETIVOS, ETC FAZ QUE? ), ACEITA REDUZIR IPI PARA CARROS PARA GANHAR VOTOS. DEVIA SUBIR O IPI DOS CARROS DE PASSEIO, E COM ESSE DINHEIRO INVESTIR EM TRANSPORTES ALTERNATIVOS E NÃO INUDARO MERCADO DE CARROS.EM POUCO TEMPO NÃO HAVERÁ MAIS ESPAÇOS PARA CARROS EM CIDADES COMO SÃO PAULO. sem opinião
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