Dinheiro
08/06/2009 - 12h39

PF desmonta grupo acusado de fraudar Previdência em R$ 5 milhões em MG

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da Folha Online

Atualizado às 18h30.

Uma operação contra fraude de R$ 5 milhões à Previdência Social terminou com duas prisões em Minas Gerais nesta segunda-feira. A ação foi realizada em conjunto pela PF (Polícia Federal), Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal.

De acordo com a PF, a operação "Tarja Preta" cumpriu ainda seis mandados de busca e apreensão, sendo dois em Belo Horizonte, um no município de Sete Lagoas, um em Itabirito, um em Fonseca e um Bela Vista de Minas.

As investigações identificaram que o grupo fraudava a Previdência mediante a implantação de vínculos empregatícios falsos, em carteiras de trabalho e em GFIPs (Guias do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social).

Em seguida, o grupo auxiliava os clientes a obterem benefícios do INSS, fazendo-os passar por doentes mentais --daí o nome da operação, em alusão aos supostos medicamentos usados pelos beneficiários.

Além de elaborar falsos atestados médicos, o grupo até aconselhava as pessoas sobre como se portar durante as perícias médicas realizadas pelo INSS. Eram fraudadas aposentadorias por invalidez e auxílios-doença previdenciários. As investigações apontam que pelo menos 200 benefícios foram fraudados.

As duas mulheres presas, juntas, respondem por 32 ações penais instauradas na Justiça Federal de Belo Horizonte e Sete Lagoas.

Elas já foram denunciadas pelo Ministério Público Federal por crimes de estelionato. A primeira denúncia foi oferecida há mais de quatro anos, em abril de 2005. De lá até o dia 19 de maio deste ano, outras 31 denúncias foram oferecidas, sempre em razão de fraudes previdenciárias.

Por conta da atual prisão, as duas responderão pelo artigo 171 (estelionato), cuja pena vai de reclusão de um a cinco anos e multa, e artigo 288 (formação de quadrilha ou bando), cuja reclusão varia de um a três anos.

 

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