Dinheiro
08/06/2009 - 13h37

Após compra do Ponto Frio, Pão de Açúcar planeja domínio em eletrodomésticos

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YGOR SALLES
da Folha Online

Atualizado às 17h01.

O objetivo por trás da compra do Ponto Frio pelo Grupo Pão de Açúcar, anunciado nesta segunda-feira, é buscar o domínio do varejo de eletrodomésticos --setor que o grupo elencou como prioritário há cinco anos mas só agora dá um passo decisivo para concretizá-lo.

A partir dessa compra, os eletrodomésticos responderão por 26% das vendas totais do grupo --antes era apenas 10%. Já os alimentos, que tinham 76%, agora respondem por 62% do faturamento.

Segundo o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, o domínio das vendas desses produtos é fundamental para o crescimento e a manutenção do setor, uma vez que os produtos alimentícios --desde sempre especialidade do grupo-- têm cada vez menor rentabilidade e exercem menor atração sobre os consumidores.

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"É muito importante dominar os não-alimentos porque é atual, é moderno, é o que desperta o interesse dos consumidores", disse Diniz durante o anúncio da compra do Ponto Frio, cujo controle custou R$ 824,5 milhões mas pode chegar a R$ 1,165 bilhão dependendo da adesão dos acionistas minoritários da empresa.

A aquisição de uma rede especializada era fundamental para esse objetivo, explicou Diniz, pelo fato das compras desses produtos ser concentrada nelas. 85% de todos os eletrodomésticos do país são vendidos nessas lojas, e o restante em hipermercados ou através de sites na internet. Além disso, é um ramo concentrado: as 10 maiores redes --a Ponto Frio é a segunda maior delas-- respondem por 40% das vendas.

Manutenção da marca

O Ponto Frio foi o alvo escolhido, segundo os executivos da empresa, por ter lojas bem localizadas --praticamente sem sobreposição às lojas Extra Eletro, a rede de eletrodomésticos do Grupo Pão de Açúcar-- e uma marca forte no mercado.

"Muitas poucas das 455 lojas precisarão ser fechadas, é um número irrisório", disse Diniz. Por esse mesmo motivo, o Pão de Açúcar diz não vislumbrar demissões imediatas. Com a compra, o grupo passará a ter 79 mil empregados, "podendo passar da casa dos 80 mil no médio prazo", disse o executivo.

O diretor-presidente do Pão de Açúcar, Claudio Galeazzi, informou ainda que a marca Ponto Frio deverá ser mantida. "A princípio manteremos as marcas", disse. Porém, lembrou que a companhia está promovendo uma pesquisa que vai deixar mais claro se essa é mesmo a decisão correta. "Por exemplo, quando compramos o Sendas, mantivemos a marca no Rio, porque lá era muito forte", explicou.

Histórico

Em março deste ano, a rede Ponto Frio já havia informado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre a intenção de venda da rede de lojas. No comunicado ao mercado divulgado no mesmo mês, a Globex Utilidades (companhia que opera a marca Ponto Frio) informou ainda que não havia recebido qualquer proposta firme e vinculante para a aquisição do controle --as Lojas Americanas e a rede Baú manifestaram interesse no negócio.

Lily Safra, viúva do bilionário banqueiro Edmond Safra e acionista majoritária da rede, havia tentado negociar as lojas há cerca de dois anos.

Em dezembro de 2007, o Ponto Frio também anunciou plano de venda, mas desistiu com o preço das ações em queda. Pouco antes, a empresa efetuou uma reestruturação organizacional, para reduzir diretorias e 250 funcionários da administração. A medida, segundo a empresa, teve por objetivo simplificar e acelerar os processos decisórios e a gestão da rede.

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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