Ministro minimiza queda do emprego industrial e enaltece outros setores
da Agência Brasil
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, tentou minimizar nesta segunda-feira a sétima queda consecutiva da taxa do emprego na indústria, na passagem de um mês para o outro.
Divulgado mais cedo pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador teve queda de 0,7% em abril, na comparação com março, e configura a menor taxa de ocupação desde o início da série histórica, em 2001.
"A indústria, hoje, atipicamente, continua sem crescer. Mas toda a cadeia produtiva de todos os outros setores do Brasil estão crescendo", afirmou o ministro, após anuncio de uma linha de financiamento para o turismo, no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, o setor industrial foi o que mais sofreu com os impactos da crise financeira mundial, devido à retração das exportações. Porém, outros setores da economia apresentam indicadores positivos de emprego.
"Todos os outros [setores] estão criando [empregos]", afirmou. "O Brasil não é só indústria, tem a construção civil, a produção de alimentos e outros [setores] que estão crescendo", completou o ministro.
Em relação à possibilidade de prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o setor automobilístico, o ministro disse que isso ainda será avaliado.
"Acho que as empresas têm que trabalhar até a data limite dessa isenção. Vamos avaliar o que fazer no mês que vem", afirmou. "É um sofrimento a cada tempo", completou.
Como uma das principais medidas para conter a crise, o governo reduziu o IPI de veículos no final do ano passado. A medida foi prorrogada e deve se encerrar no dia 30 de junho.
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É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
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