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Dinheiro
08/06/2009 - 20h27

Redução no preço de combustíveis é medida contra crise, diz Mantega

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira que a alteração no preço, nas refinarias, da gasolina e do diesel é mais uma medida de combate à crise financeira internacional.

Segundo o ministro, a mudança vai provocar um aumento na arrecadação de municípios e Estados, que recebem uma parcela da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), imposto inserido nos combustíveis.

O governo ainda calcula o impacto da mudança que estabeleceu o imposto em R$ 0,07 para cada litro de diesel e R$ 0,23 para cada litro de gasolina. "O aumento da Cide significará aumento de recursos para Estados e municípios', afirmou o ministro.

O ministro disse ainda que o setor agrícola será o principal beneficiário porque terá a redução de inflação prevista para o futuro. "Nós teremos o preço reduzido do diesel, que é um combustível importante para a economia brasileira, para o setor agrícola, que se movimenta com diesel, mesmo o transporte urbano, de modo que haja uma redução do preço, e redução de preço significa redução de custo. Portanto, uma redução da inflação", afirmou.

Mantega afirmou que o governo adotou o sistema inverso do praticado no ano passado, quando preço da gasolina subiu e governo reduziu a Cide para manter a gasolina, para o consumidor, no mesmo preço.

A Petrobras divulgou nota hoje confirmando a redução no preço da gasolina de 4,5% e, de 15% no diesel, que passará a vigorar amanhã. Na bomba, apenas o diesel receberá o repasse e ficará mais barato.

A última mudança de preços nas refinarias anunciada pela Petrobras ocorreu em maio do ano passado. Na ocasião, a gasolina ficou 10% mais cara e o diesel, 15%. Para o consumidor final, porém, não houve mudança naquela ocasião, uma vez que o governo baixou a Cide.

Agora, com a redução do preço dos derivados, o Ministério da Fazenda anunciou que a elevação do imposto em R$ 0,05/litro (gasolina) e R$ 0,04/litro (diesel). Com tal medida, a alíquota da Cide aplicada à gasolina passará de R$ 0,18/litro para R$ 0,23/litro e a aplicada ao diesel de R$ 0,03/litro para R$ 0,07/litro.

O ministério informou que, no caso do diesel, "restaura-se a alíquota vigente até 30 de abril de 2008, quando a Petrobras anunciou elevação no preço de 15%".

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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