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Dinheiro
09/06/2009 - 08h28

Fundo de pensão deve ter nova regra após queda de rentabilidade

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

De olho na queda de rentabilidade dos fundos de pensão, o governo pretende afrouxar as regras para aplicação do patrimônio de R$ 440 bilhões das entidades de previdência complementar. Apesar de avaliar que a trajetória de queda da taxa de juros não traz risco sistêmico aos fundos, os ministérios da Previdência e da Fazenda já discutem um novo critério para enquadrar seus investimentos.

O objetivo é permitir que os fundos corram mais risco em busca de maior retorno, mas que assumam mais responsabilidade pelas decisões de investimento. A Folha apurou que a previsão é fechar os estudos em dois meses e oficializar as mudanças em resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) até o final de setembro.

A proposta em análise prevê a criação de um novo limite para aplicação no mercado imobiliário. Hoje, os fundos não podem investir mais que 8% em imóveis, incluindo fundos de investimento imobiliários.

A ideia é manter o limite no mesmo patamar, mas excluir os fundos de investimento imobiliários desse teto. Esse tipo de aplicação passaria a ter uma regra separada, com limite máximo de aplicação de 10%.

Pela atual resolução que enquadra as aplicações, os fundos de previdência complementar são impedidos de investir mais de 50% de seus ativos na Bolsa. E esse percentual só é permitido para a aplicações em empresas com regras rígidas de gestão. Com as mudanças, esse limite pularia para 70%.

Além disso, os fundos poderiam passar a investir mais no exterior. Hoje, as entidades só podem colocar dinheiro lá fora por meio dos chamados fundos de multimercado até o limite de 3% dos ativos. Com a flexibilização, esse teto vai para 10%.

A Folha apurou que a proposta de reformular a resolução 3.456 começou a ser discutida antes da crise econômica. Com as turbulências, os planos foram suspensos.

O problema é que as amarras para investimento começam a comprometer os resultados dos fundos. Atualmente, a maior parte dos recursos está concentrada nas aplicações em renda fixa --principalmente títulos públicos. Em um cenário de juros altos, era garantia de elevada rentabilidade, sem expor os fundos a riscos. Agora, os fundos estão sendo obrigados a rever suas metas de rentabilidade, que, em geral, são de 6% ao ano mais um índice de inflação. Muitas entidades já se adequaram a novas metas.

O governo sabe, no entanto, que, se mantiver as regras de enquadramento, poderá complicar ainda mais os fundos. A proposta é fazer uma redução gradual nessa taxa e, no longo prazo, referenciar as aplicações dos fundos num índice de mercado. O governo estuda criar uma cesta de títulos que possa espelhar o desempenho da economia no longo prazo.

Só serão afetados por essa mudança fundo que paga benefícios definidos. Os demais, cujo valor da aposentadoria depende do rendimento dos fundos, não terão esse problema.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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