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Dinheiro
10/06/2009 - 11h40

Alimentos sobem mais devagar e inflação nos 12 meses cai pela 3ª vez

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A menor pressão dos alimentos ao longo de 2009 fez com que a inflação acumulada em 12 meses registrasse o terceiro recuo consecutivo em maio. Nesse período, o índice IPCA subiu 5,20%, ainda acima da meta de 4,50% estipulada pelo governo.

Em fevereiro, a inflação acumulada foi de 5,90% em 12 meses, pela medida do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A retração da taxa em 12 meses é causada pelo menor patamar da inflação ao longo deste ano. No acumulado de janeiro a maio, a alta é de 2,20%, ante 2,88% em igual período em 2008.

Em junho de 2008, a inflação subiu 0,74%. Caso o índice, neste mês, siga a tendência deste ano -- a maior taxa até agora é de 0,55%, em fevereiro -- a inflação em 12 meses vai continuar caindo.

Alimentos e bebidas

No caso dos alimentos e bebidas, a variação em junho, que no ano passado chegava a 6,40%, é de apenas 1,92%. Outro fator que vem desacelerando a inflação é o menor custo dos automóveis, por causa da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Ao mesmo tempo, as despesas com educação aceleraram (de 4% de janeiro a maio de 2008 para 4,87% este ano), assim como as despesas pessoais (2,79% para 5,10%), causada principalmente pela alta do cigarro, e os gastos com saúde e cuidados pessoais (2,79% para 3,19%). Neste último caso, a maior influência veio da alta dos remédios.

"A inflação este ano está com um perfil totalmente diferente. Apesar de o resultado ter ficado mais baixo, a maioria dos grupos apresentou resultado maior. A redução vem basicamente do grupo transportes, devido a menor variação dos automóveis, e dos alimentos, que também cresceram bem menos nesse período", afirmou a coordenadora de Índice de Preços do IBGE, Eulina dos Santos.

Maior demanda mundial

Em 2008, os alimentos dispararam, influenciados pela maior demanda mundial, que elevou os preços das commodities agrícolas na bolsa de mercadorias internacional. A crise econômica mundial acelerou a mudança deste cenário, e os alimentos vêm sendo coadjuvantes na questão inflacionária.

"A inflação no ano está sendo contida exatamente pelos alimentos, que é um grupo importante, responsável por uma parcela grande das despesas das famílias, e que vêm tendo resultado bem menor", observou Eulina.

No ano, a principal contribuição na taxa total do IPCA vem do item colégios e cursos, cuja alta de 5,16% representou 0,25 p.p. (ponto percentual) dos 2,20%. O cigarro exerceu o segundo maior impacto, com 0,24 p.p. em função da elevação de 27,36% nos cinco primeiros meses do ano. Esta alta dos cigarros é resultado do aumento das alíquotas de PIS/Cofins cobradas sobre o produto.

Outras contribuições significativas vêm das tarifas de ônibus urbano, cuja alta de 4,98% representou 0,18 p.p, e dos custos com empregados domésticos, que subiram 5,25%, resultando em contribuição de 0,17 p.p.

Refeição fora de casa

Entre os alimentos, o maior impacto vem da refeição fora de casa, que subiu 3,88%, uma contribuição de 0,16 p.p. na taxa global. O leite pasteurizado acumula alta de 14,96%, contribuição de 0,15 p.p.

Ainda que venham apresentando variações menores, não foi compensado o forte aumento que os alimentos tiveram no ano passado, ressalta Eulina. Ela lembra que o custo da alimentação continua alto.

"É importante ter clareza que, apesar de os alimentos terem aumentados menos este ano, o nível de preços continua alto, ou seja os alimentos não ficaram mais baratos. Eles passaram a crescer menos. De todo o modo, o consumidor está pagando mais do que pagava em 2007 pelo custo da alimentação", explicou.

Comentários dos leitores
Domingos Aparecido (146) 07/12/2009 22h04
Domingos Aparecido (146) 07/12/2009 22h04
DEPUTADO DESANIMADO.
No último final de semana tive a oportunidade, durante a festa em um casamento, de conversar com um famoso Deputado Federal/PSDB/Pr, perguntei a ele: E a reforma tributária? Sai ou não sai? ele foi firme em suas palavras, sai não, só se houver uma mobilização nacional. Os interesses são muito grande, só em "renúncia fiscal e Zona Franca de Manaus" são mais de 200 bilhões de Reais. Pelo andar da carruagem vai demorar muito para melhorar o padrão de vida dos mais de 20 milhôes de "miseráveis" que moram em "cortiços" (segundo o Jornal da Record) e melhorar o atendimento em hospitais públicos.
Veja que frase bonita: "O maior fracasso do homem é rejeitar o amor de JESUS CRISTO".
Maranata.
sem opinião
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ernani sefton campos (164) 07/12/2009 20h12
ernani sefton campos (164) 07/12/2009 20h12
Seria interessante a Receita divulgar os valores recolhidos em Novembro/09;devem ter estourado a boca do balão = isenções perdões de divida, parcelamento, etc...
Estou curioso para saber.
4 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (82) 05/12/2009 10h10
Olmir Antonio de Oliveira (82) 05/12/2009 10h10
A respeito de agências de classificação de riscos, a coisa esta como sempre foi, quando for para melhor é sempre, invariavelmente assim demorado, mas se for para pior é sempre no mesmo dia ou quanto muito no dia seguinte, moral estamos sempre refém, escravos, subordinados aos "grandes" aos donos so "sistema", eternos colonizados. O País tem potenciais claros, campos amplos para se desenvolver, inovar, criar conceitos, dar oportunidades ao trabalhador e aos empeendedores. Exemplifico, temos uma industria alcool quimica engatinhando (o mesmo poderia se fazer com a produção de oleos de palmeiras, da soja, do milho, de outros agricolas.....), para industrias quimicas de primeira geração ou segunda geração, o leque de produtos possiveis é amplos, plásticos, tecidos, quimicos diversos..... 4 opiniões
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