Dinheiro
10/06/2009 - 17h02

Aliança entre Chrysler e Fiat resulta na sexta maior fabricante mundial

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da Efe, em Washington

Os fabricantes Chrysler e Fiat formalizaram hoje sua anunciada aliança, que dará lugar a uma nova Chrysler, menor e com menos dívida, e que permitirá à firma italiana entrar, em grande estilo, no complicado mercado americano.

A junção das duas empresas automobilísticas dá à nova companhia o posto de sexto fabricante mundial, com vendas combinadas de 4,5 milhões de veículos, segundo os números de 2008.

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A parceria chegou a ser colocada sob dúvida depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos acatou um recurso apresentado por credores da Chrysler e congelou sua venda. Nesta terça-feira, porém, a Justiça autorizou a venda, eliminando o último obstáculo à reestruturação da montadora.

Mike Segar/Reuters
Italiana Fiat finalizou nesta quarta-feira o acordo para comprar a americana Chrysler
Italiana Fiat finalizou nesta quarta-feira o acordo para comprar a americana Chrysler

Graças a este acordo, espera-se que a Chrysler saia de forma iminente da quebra declarada no dia 30 de abril, o que supõe um triunfo para o governo do presidente Barack Obama, que respaldou a operação desde o princípio e prometeu uma saída rápida da quebra.

Segundo os termos do acordo, uma nova companhia será criada, denominada Grupo Chrysler, na qual a Fiat terá uma participação de 20%, embora possa ser elevada para 35%, se alguns objetivos forem alcançados.

O novo grupo comprará os ativos rentáveis da velha Chrysler que, no entanto, ficará com a dívida e algumas obrigações com credores, fazendo com que o grupo entre no mercado mais saudável e com novo financiamento.

A operação colabora com as ambições da Fiat, o primeiro fabricante da Itália, que alcança não só o objetivo de entrar no mercado americano, mas escalar posições na lista mundial.

Além disso, aproxima a empresa italiana de seu objetivo de alcançar o patamar de seis milhões de veículos vendidos no mundo.

A junção das duas empresas resulta na venda de 4,5 milhões de veículos em nível mundial, dando à nova companhia o posto de sexto maior fabricante, atrás da Ford.

Nova Chrysler

Em comunicado conjunto, as duas companhias asseguraram hoje que a nova Chrysler começará a operar imediatamente, e terá os recursos, a tecnologia e a rede de distribuição necessária para competir em nível mundial.

"Este é um dia muito importante, não só para Chrysler e seus dedicados empregados, que passaram duros períodos de incerteza durante o último ano, mas para a indústria automobilística em geral", disse Sergio Marchionne, líder de Fiat e que hoje também foi nomeado executivo-chefe da nova empresa.

O grupo já tinha designado Robert Kidder como novo presidente do conselho de administração, antigo presidente e executivo-chefe da Bordem Chemical e da Duracell International.

O conjunto de acionistas da nova firma será composto, além da Fiat, pelo sindicato majoritário do setor, UAW (United Auto Workers), que contará com 55%, 8% do governo dos EUA e 2% do Canadá, por causa dos empréstimos feitos à companhia.

O novo conselho de administração da Chrysler será formado por três conselheiros representantes da Fiat, quatro do governo dos EUA, um do sindicato UAW e um representante do Canadá.

O acordo permitirá a Chrysler contar com a tecnologia e as plataformas de veículos da Fiat, com a qual espera reviver as marcas Chrysler, Jeep e Dodge.

A Fiat conta com uma das linhas de modelos com consumo mais eficiente da Europa, enquanto Chrysler adquiriu mais experiência em grandes carros com motores V8, os 4x4 e as picapes.

Graças a esta nova aliança, a Chrysler começará a vender carros com a marca Fiat no final de 2010, nos EUA, entre eles o pequeno Fiat 500, um minicarro do tamanho do Smart.

Os executivos das duas empresas também planejam fabricar nos EUA um novo carro sobre a plataforma do Alfa Romeo 149, da Fiat, que ainda não está à venda.

No pregão da Bolsa italiana, as ações da Fiat subiram em torno de 5% hoje. A Chrysler tirou suas ações da Bolsa em 2007, após sua aquisição pelo fundo de investimentos Cerberus.

Comentários dos leitores
joao martins (60) 13/11/2009 13h41
joao martins (60) 13/11/2009 13h41
O QUE IMPORTA É EXPORTAR, E BASTANTE, QUE VENHA BASTANTE DOLARES PRO BRASIL. Agora se a moeda fica forte o pais fica forte né??? Como os Estados Unidos não desvaloriza a sua moeda se esta numa crise de dar pena???? Meireles com a palavra!!!! 3 opiniões
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Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Eduardo Giorgini (402) 13/11/2009 12h14
Estratégias?
O governo brasileiro joga na sorte.
Se a economia vai mal, a culpa é dos estrangeiros, e se vai bem(acompanha o crescimento mundial), é porque somos potência.
Dançamos conforme a música.
[]s
Eduardo.
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Manoel Francisco Pereira (72) 13/11/2009 12h02
Manoel Francisco Pereira (72) 13/11/2009 12h02
AS OLIGARQUIAS E OS CORONEIS NO INTERIOR DO BRASIL

Historicamente quem centraliza e direciona as decisões políticas nos municípios são as oligarquias regionais que normalmente dirigem o poder executivo da cidade, controlam tudo e a todos, até mesmo os aparelhos e a instituição do Estado, exercendo uma forte influencia junto às autoridades dos outros poderes, principalmente do legislativo e judiciário. No interior do Brasil essas oligarquias geralmente são comandadas por um coronel político que tem as rédeas do poder local em suas mãos, detém o controle da situação política e social da comunidade com extremado autoritarismo. Suas ações aparentemente são generosas, mas visam somente ainda mais centralizar o poder em suas mãos, e em situações extremas que ameace sua hegemonia à sua reação sempre será contra o regime democrático e o estado de direito.
O coronel político é extremamente poderoso, manda e desmanda, exerce forte dominação política, econômica e social em todos os setores da comunidade, e qualquer manifestação de oposição, essa atitude é entendida como afronta ao coronel local e a resposta geralmente vem com extremada truculência acompanhada de uma perseguição implacável, tenta até mesmo armar ciladas para desmoralizar publicamente seus oponentes, sua mão tem longo alcance com grande poder de intervenção atinge todos os degraus da pirâmide social, o topo, o meio e a base com a mesma força repressiva. Essas oligarquias comandadas pelos coronéis são truculentas e antidemocráticas, são contra a modernidade nas relações políticas não acompanharam o quadro evolutivo do mundo globalizado, pois a manutenção do atual quadro é fundamental para manterem-se no poder. O que é mais grave, é que essas oligarquias e seus coronéis são os responsáveis diretos pelo baixo nível intelectual e do alto índice de analfabetismo da população, também são responsáveis pela baixa qualidade de vida e péssimas condições sanitárias em que vivem, soma se a isso a ausência de renovação das lideranças políticas.
Os coronéis da política tradicional que são dirigentes das oligarquias locais elevam ao poder somente membros das mesmas famílias ou pessoas que, por algum motivo, dependem desses oligarcas e não podem contrariar seus interesses. Quando penetramos pelo interior do Brasil, podemos constatar a existência das tais famílias tradicionais que geralmente pertencem há uma oligarquia local, é neste cenário que encontramos a figura do velho coronel político que é o oposto da democracia. Nessas regiões, embora o sistema democrático garanta a pluralidade no contexto local, esses preceitos não acontecem teoricamente essas oligarquias respeitam as formalidades democráticas, entretanto nos bastidores a coisa é bem diferente, um lençol oculta uma realidade cruel, eleições são realizadas com voto secreto e tudo, aparentando uma aparente normalidade, mas tudo acontece sob a supervisão, vigilância e controle dos coronéis oligarcas; de tal forma que as manifestações oposicionistas atingem apenas aspectos exteriores e não afetam o poder de comando das oligarquias.
É importante assinalar que, o sistema político atual favorece o predomínio dessas oligarquias. A legislação eleitoral é um recepiciente favorável para que essas diferenças prevaleçam, e quando alguém ligado politicamente ou afetivamente ao coronel político comete alguma ilegalidade é difícil investigá-lo e muito mais ainda efetuar a sua punição nos termos da lei, pois eles pressionam as pessoas, intimidam testemunhas, desqualificam depoentes e o pior de tudo é que persegue implacavelmente seus opositores com a mesma truculência da época da ditadura militar, o que faz muitos da oposição encolher e ficar intimidados pela reação violenta, e o mais grave é que a sociedade sabe de tudo e fica omissa, aceita tudo passivamente.
Neste processo são feitas concessões aparentes naturais do jogo político, aproveita-se a pobreza e a ignorância do povo que é indispensável para preservar o comando político, e os coronéis querem perpetuar no poder, por isso a transferência do mesmo é feita aos seus descendentes diretos, como na monarquia absolutista imperial. Apesar dos métodos sofisticados de domínio, existe o fato inegável de que em grande número dos Estados, podemos assim dizer, que os dirigentes locais dos partidos são os coronéis, e o que resta ao povo é a pratica das formalidades da lei e aceitar o jogo pesado do poder. Além do que, a presença das oligarquias comandada por um coronel político com poderes quase absolutos e que, freqüentemente abusam desses poderes para favorecer a si próprio, seus familiares e seus comparsas parasitas do poder. A única interferência do povo no governo é quando votam, mas quase sempre a opção de escolha é entre membros dos oligarcas locais em disputa pelo comando do governo, raramente surge alternativa que emana do meio das forças populares, e quando surge a estrutura é insuficiente para romper a hegemonia das oligarquias.
Mas temos que entender como funciona a cabeça do coronel político do interior do Brasil, ele é uma figura presente na política tradicional e cientificamente é considerado um psicopata social extremamente rancoroso e vingativo, do tipo ex-Deputado Federal do Acre Hildebrando Pascoal, que mandava serrar vivo ao meio seus desafetos políticos e pessoais com moto-serra, o coronel político não admite ser contestado ou contrariado, acha que é dono da vida e do destino das pessoas da comunidade, quem se opõem a ele é considerado seu inimigo de morte e não apenas seu adversário político. E o pior é que seus comandados são arrogantes, prepotentes e autoritários, adotam o mesmo estilo, circulam pela cidade de carrões e óculos escuros, se sentem acima do poder e das leis, contam sempre com a certeza da impunidade e da força da influencia política para cometer seus desatinos... Nascem os novos coroneizinhos.
Antigamente os métodos de perseguição eram outros, hoje são mais sofisticados, quase ninguém percebe. Se o opositor é dono de jornal ou algum programa de radio, os anunciantes são pressionados a retirar anúncios e os colaboradores são assediados com proposta financeira, se o opositor é comerciante ou profissional liberal seus caminhos são dificultados ao extremo. Aos inimigos os rigores da lei, e aos amigos a brecha e as benesses da lei, é assim que pensa o coronel político, sua cabeça não comporta o debate democrático, não conhece a ética, joga sempre rasteiro e tem sempre ao seu lado indivíduos prontos pra agir, fazer qualquer coisa pra agradar o patrão e quando surge alguma "atividade" não hesitam um instante em executá-la, ou seja, se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, não resta alternativa é ficar e enfrentar a fera.
É essa a leitura que temos. E estou plenamente convencido de que o absolutismo das oligarquias regionais pelo interior brasileiro emperra e muito o progresso de nossa nação, principalmente a alta estima e a elevação intelectual de nosso povo. E esta relação ainda predominante é o que existe de mais reacionário e atrasado nas relações políticas e sociais do mundo moderno. O ponto negativo e grave nisso tudo é que constatamos que um governo nas mãos de um só, sem alternância no poder é o começo da tirania.
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