Dinheiro
11/06/2009 - 03h40

Com corte nos juros, poucos fundos superam rentabilidade da poupança

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da Folha Online

Com a redução da taxa de juros básicos para 9,25% ao ano, grande parte dos fundos de investimentos passam a render menos do que a poupança, informa reportagem de Toni Sciarretta na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal). Em simulações feitas pela reportagem, só aplicações em DI com taxa de administração inferior a 1,25% têm rendimento maior que caderneta.

O problema é que quase nenhum dos grandes bancos trabalha no varejo tradicional com taxas de administração de menos de 1,5% para fundos DI. Taxas compatíveis são oferecidas para clientes de alta renda, para aplicações acima de R$ 50 mil.

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Segundo pesquisa da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), os fundos DI com taxa de administração de 1,25% tinham rendimento líquido de 6,8% no ano, considerando uma alíquota de IR de 15% para saques acima de dois anos. No último dia 8, a poupança rendeu 6,95%.

É justamente para evitar um cenário de fuga de grandes investidores da poupança que o governo anunciou, em maio, a tributação de cadernetas com mais de R$ 50 mil. A cobrança, que deve valer a partir de 2010, ocorrerá quando a taxa Selic estiver abaixo de 10,50% ao ano.

Juros menores

Segundo a pesquisa Focus, realizada pelo BC com o mercado financeiro, a expectativa é de que os juros alcancem os 9% na próxima reunião do Copom, que acontece nos dias 21 e 22 de julho.

A nova redução na taxa de juros, anunciada ontem, é a quarta seguida do Copom (Comitê de Política Monetária). Na primeira série de cortes, em janeiro deste ano, a queda foi de 13,75% para 12,75% (1 ponto). A taxa de 9,25% ao ano é a menor desde a criação do órgão, em junho de 1996.

Após o anúncio do Copom, os três maiores bancos do país anunciaram a redução dos juros de uma série de linhas de crédito, como resultado da queda da taxa básica de juros promovida pelo Banco Central.

O maior banco do país, o Itaú Unibanco, decidiu reduzir todas as taxas das linhas de crédito e cheque especial de pessoas físicas e jurídicas em 0,08 ponto percentual. O Banco do Brasil reduziu as taxas para o crédito de material de construção, crediário, cheque especial, cartão de crédito e créditos salário (consignado), automático, benefício e veículos. O Bradesco, por sua vez, decidiu reduzir taxas para consumidores e empresas.

Com a concorrência da poupança, bancos como Bradesco diminuíram também o valor inicial de aplicação para fundos com taxas de administração mais competitivas, que só eram oferecidos a grandes aplicadores.

Arte Folha Online

Leia a notícia completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

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Comentários dos leitores
Marcio Alves Vieira (107) 21/10/2009 19h31
Marcio Alves Vieira (107) 21/10/2009 19h31
Traduzindo:
O Governo, no meu entender, está se acovardando, acomodando, e pagando pra ver.
Nunca nas ultimas 2 décadas tivemos oprtunidades tão claras de desenvolvimento. Infelizmente, ainda na minha opinião, o governo se acovardou.
sem opinião
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jeferson neu (133) 03/09/2009 01h30
jeferson neu (133) 03/09/2009 01h30
Além é claro, o BC, do Possível Candidato nas Próximas Eleições Sr. Henrique Meireles, estar pensado nos lucros dos megaespeculadores internacionais...Tai outro grande motivo para a manutenção da Selic, junto com a elevação da dívida pública. sem opinião
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jeferson neu (133) 03/09/2009 01h21
jeferson neu (133) 03/09/2009 01h21
Podem esperar que na próxima ata do Copom, irá aparecer que eles estão preocupados com a fuga de investidores dos fundos de renda fixa para a poupança, ou que o aumento da demanda, por conta do fim da isenção do IPI, poderia causar falta de produtos (no caso veículos), e que isso produziria uma pressão sobre a inflação no futuro. Tudo isso para ficar de acordo com a opinião do mercado, e assim, tentar evitar a insistência de setores do planalto para reduzir a Selic. Esqueçam tudo isso, o BC está mesmo preocupado com o crescente aumento dos gastos do governo e a consequente elevação da dívida pública. Portanto, não haverá redução da Selic no médio prazo. Perfeitamente alinhado com o conservadorismo excessivo do BC Brasileiro. O BC deveria se preocupar mesmo com essa ideia absurda do governo em implementar índices de produtividade no campo. A hora que houver desabastecimento por conta da queda de produção, já que com essa portaria (que ele ilegal além de tudo) muitas propriedades, já sofridas por conta da carga tributária e dos altos custos de produção, que por muitas vezes são superiores aos preços finais, caso dos suinocultores e dos produtores de laranja, que são extremamente mal remunerados (quartel das empresas processadoras de suco), ai eu quero ver como eles irão fazer, com a inflação em disparada. 1 opinião
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