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Dinheiro
12/06/2009 - 09h36

América Latina perdeu 1 milhão de empregos no 1º trimestre

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THIAGO GUIMARÃES
da Folha de S.Paulo, em Buenos Aires

A crise mundial fez com que 1 milhão de pessoas perdessem seus empregos na América Latina no primeiro trimestre deste ano, apontaram ontem a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) e a OIT (Organização Internacional do Trabalho).

Segundo relatório dos órgãos, ligados à ONU, a taxa de desemprego na região atingiu 8,5% no primeiro trimestre, ante 7,9% um ano antes.

"A queda na demanda externa [exportações] e as restrições de crédito tiveram forte impacto sobre o mercado de trabalho", afirmou à Folha Osvaldo Kacef, diretor de Desenvolvimento Econômico da Cepal.

A partir de uma previsão de queda de 1,7% no PIB regional em 2009, Cepal e OIT estimam que o percentual de desempregados alcance até 9,1% até o fim do ano --considerando uma melhora gradual da situação a partir do segundo semestre.

"Isso significa que entre 2,8 milhões e 3,9 milhões de pessoas poderiam se somar aos 15,9 milhões de desempregados que havia em 2008 nos centros urbanos", alerta o relatório, que também prevê aumento na informalidade.

Embora o desemprego feminino continue superior em toda a região, os dados do primeiro trimestre indicam que o aumento da desocupação atingiu tanto homens como mulheres.

O desemprego urbano subiu mais para os homens no Brasil, no Chile, na Colômbia e no México, países nos quais setores que concentram participação masculina -como construção e indústria- foram mais afetados. A desocupação feminina cresceu mais só no Equador.

O informe traz dados dos nove países latino-americanos que, segundo a Cepal e a OIT, dispõem de estatísticas contínuas para avaliar a evolução do mercado de trabalho.

Pelos números, a maioria dos países registra aumento do desemprego em 2009, moderado em alguns casos (Brasil e Colômbia) e superior a um ponto percentual em outros (Chile, Equador, México). Há redução no Uruguai e na Venezuela, já Peru e Argentina mantiveram estabilidade --os dados argentinos estão sob suspeita desde 2007, após intervenção no Indec (o IBGE local).

Já o comportamento dos salários reais no setor formal foi variado. Há países --como Brasil (4,5%) e Uruguai (6,2%)-- em que a queda da inflação e os aumentos do salário mínimo ajudaram a elevar a média dos salários reais.

A Venezuela teve a maior queda nos salários reais, de 5,4%, impulsada pela inflação mais alta da América Latina (30,9% em 2008). Argentina, Peru e Equador não tinham dados salariais disponíveis.

Medidas anticrise

O ponto de reversão da crise ainda é incerto, afirmam Cepal e OIT. Mas as entidades destacam um melhor preparo da região para enfrentar a crise, bem como medidas anticíclicas (gastos públicos maiores em período de recessão) para estimular a demanda.

Para a Cepal, as políticas mais indicadas envolvem aumento do gasto público, sobretudo subsídios diretos a setores mais pobres. "Mas, para fazer esse tipo de política focalizada, é necessário um cadastro preciso da população vulnerável, o que nem todos os países têm", disse Kacef.

Entre medidas tomadas pelo governo brasileiro, o informe cita a ampliação do seguro-desemprego --limitada pelo alto índice de informalidade no mercado de trabalho-- e do Bolsa Família.

Comentários dos leitores
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
celso assis (84) 10/12/2009 14h10
Grécia em apuros economicos, certamente porque foi mal administrada. E olha que alguns anos atras sediou os Jogos Olimpicos, como o Brasil o fará em 2016.
Aqueles Jogos não conseguiram salvar a Grécia de uma provavel bancarrota que parece se avizinhar.
Mas aqui os Jogos foram e estão sendo considerados como uma panacéia para nosso desenvolvimento, sic.....
A Copa do Mundo de 2014 é outro fator, e que na Africa do Sul não levou este Pais ao pódio de desenvolvimento, mas aqui certamente o fará (sic).
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S Levy (299) 10/12/2009 13h44
S Levy (299) 10/12/2009 13h44
hehehe... Tá falando sério Min. Mantega, igualzinho Dilma com suas luzes? E toda essa ginastica signifaca o que? mais um castigo com impostos, tributos do tipo Cassab, contratação de funcionários públicos parasitas, inúteis e incompetentes ?
O tempo nos dirá! Eu acredito tanto quanto no Papai Noel!
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JOSE MOTTA (68) 10/12/2009 12h36
JOSE MOTTA (68) 10/12/2009 12h36
A PODEROSA INDUSTRIA AUTOMOTIVA JUNTAMENTE COM O POPULISMO DO GOVERNO VENDERAM CARRO NO BRASIL COMO NUNCA (CARROS CARISSIMOS SE COMPARADOS AO SIMILAR NOS EEUU E ATÉ NA ARGENTINA),LUCRAM,LUCRAM , LUCRARM E DÃO O QUE EM TROCA: NADA........E O GOVERNOA, EM VEZ DE PREOCUPARCOM INFRAESTRUTRA (TRANSPORTE FERROVIÁRIO, COLETIVOS, ETC FAZ QUE? ), ACEITA REDUZIR IPI PARA CARROS PARA GANHAR VOTOS. DEVIA SUBIR O IPI DOS CARROS DE PASSEIO, E COM ESSE DINHEIRO INVESTIR EM TRANSPORTES ALTERNATIVOS E NÃO INUDARO MERCADO DE CARROS.EM POUCO TEMPO NÃO HAVERÁ MAIS ESPAÇOS PARA CARROS EM CIDADES COMO SÃO PAULO. sem opinião
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