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Dinheiro
15/06/2009 - 15h57

BB amplia crédito para micro e pequenas empresas em R$ 11,6 bilhões

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MARCELA CAMPOS
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

Atualizado às 16h13.

Na esteira da redução do custo do crédito para pessoa física em abril, o Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira a ampliação do crédito para micro e pequenas empresas em R$ 11,6 bilhões --a linha estará disponível a partir de amanhã. A informação foi antecipada pelo colunista da Folha Online Kennedy Alencar

Simultaneamente, o banco reduz taxas para operações com recebíveis (desconto de cheques e duplicatas) e capital de giro. Segundo Ricardo Flores, vice-presidente de Crédito do banco, "tem repasse [do corte] da taxa Selic e algo mais" --a taxa básica de juros caiu para 9,25% ao ano na semana passada.

Serão beneficiadas 303 mil empresas clientes do banco, que correspondem a cerca de 45% de micro e pequenas que compõem a carteira daquelas habilitadas a tomar crédito, com bom histórico de relacionamento.

As micro e pequenas empresas são aquelas com faturamento anual de até US$ 3,5 milhões.

"Estamos extraindo valor das nossas bases de dados para nossos clientes e acionistas. Temos um grupo dedicado à gestão das bases buscando oportunidades para consolidar o BB como banco das micro e pequenas empresas", afirmou Flores.

"O auge da crise já passou. É um momento de capturar aquele cliente q não foi atendido pelo seu banco tradicional", afirma Ivan Monteiro, vice-presidente de Finanças do banco, que prevê um efeito, da medida, "extremamente positivo sobre a economia", já que o setor é responsável por cerca de 60% dos empregos formais no país e 22% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas no país).

A redução média nas taxas das seis linhas de operações contempladas pelo pacote foi em torno de 4%, de acordo com a diretoria do BB. "A intenção do banco é se antecipar aos concorrentes", afirma Ricardo Flores.

Novas taxas

Nesta segunda-feira também entraram em vigor as novas taxas de juros para pessoas físicas, que tiveram redução após o anúncio da nova Selic.

Entre as taxas que foram reduzidas, estão as do crédito veículos (1,19% a 2,40%), do material de construção (1,66% a 2,85%) e do crédito benefício (1,55% a 2,95%). Também foram reduzidas as taxas do BB crediário, crédito salário, crédito automático, cheque Especial e cartão de crédito.

Comentários dos leitores
jose santos (1) 19/12/2009 05h22
jose santos (1) 19/12/2009 05h22
É o Brasil mostrando que está crescendo como nação . Dando oportunidades para todos terem condições dignas de moradias sem esquecer de valorizar o emprego formal para o nosso povo. Parabéns Brasil!!!! sem opinião
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Wellington Silva (69) 18/12/2009 11h26
Wellington Silva (69) 18/12/2009 11h26
Record nem empregos formais , estabilidade aconômica, crescimento, caças, Copenhag, Brics, Esse Brasil nem parece aquele governado pelo FHC.
Grande Lula, grande presidente.
3 opiniões
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Desoneração fiscal ou corte no excesso de tributação? O governo federal deve levar em conta que, apesar do marketing otimista, não estamos livres da crise mundial (é só ver o pibinho!). O governo não pode destoar de sua sociedade: desemprego, subemprego, informalismo desestruturam a sociedade, que perde instrumentos de promover seu próprio desenvolvimento. Não há país rico com povo pobre. Oitava ou nona economia do mundo e 14 mortos em enchentes em São Paulo numa semana. Isso lá é resultado que se apresente? 1 opinião
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