Dinheiro
16/06/2009 - 11h24

Vendas de materiais de construção seguem em queda livre com a crise

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

As vendas de materiais de construção no varejo vêm despencando desde o agravamento da crise econômica, em setembro, fazendo com que o desempenho acumulado nos últimos 12 meses terminados em abril tenha alta de apenas 0,3%.

Em setembro de 2008 --mês em que a crise global ganhou força--, o desempenho nos 12 meses teve elevação de 12,2%, conforme dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dentro da PMC (Pesquisa Mensal de Comércio).

De janeiro a abril, as vendas de materiais de construção no varejo caíram 11,4% frente a igual período em 2008. Em abril, na comparação com março, a redução foi de 3,5%. E em relação a abril de 2008, a queda chega a 15,8%.

Veículos e motos

Juntamente com o resultado de veículos, motos, partes e peças, que caíram 5,6% no varejo ante março, o desempenho do setor de material de construção fez com que o comércio varejista ampliado tivesse queda de 4% nas vendas na mesma comparação.

Excluindo estes dois setores, que têm vendas também no atacado, não identificadas pelo IBGE, o comércio varejista teve redução de 0,2% em abril, em relação a março.

Para o coordenador da PMC, Nilo Lopes de Macedo, o cenário da crise, que traz às pessoas insegurança sobre o emprego, vem pesando no desempenho do setor de material de construção, que geralmente requer maiores investimentos, em um prazo maior.

"O que influencia o resultado das vendas de materias de construção, além do crédito e da iniciativa do consumidor, é uma certa defasagem que existe na iniciativa de investimento nesta área. As pessoas, quando querem reformar suas casas ou fazer uma nova construção, planejam, pensam, compram parte do material e não todo, então há, realmente, uma certa defasagem", afirmou.

Compras antecipadas

A forte queda nas vendas de veículos, motos, partes e peças em abril pode ser explicada, segundo Macedo, pelo forte desempenho observado em março. Ele argumentou que, diante do então iminente fim do desconto no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o consumidor pode ter antecipado as compras de automóveis.

"O governo deixou para anunciar a renovação da isenção de IPI em cima da hora. Pelas vendas de março, que foram muito altas, podemos deduzir que o consumidor se antecipou, temendo o fim deste benefício", observou Macedo.

Em abril, as vendas de veículos, motos, partes e peças caíram 11,3% frente a abril de 2008. Na mesma comparação em março, tais vendas haviam subido 17,2%.

Comentários dos leitores
Henrique Silva (201) 01/12/2009 19h01
Henrique Silva (201) 01/12/2009 19h01
O esquema do FAT (A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu); Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro; Intervenção na Previ (Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada). O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios); sem opinião
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Henrique Silva (201) 01/12/2009 17h37
Henrique Silva (201) 01/12/2009 17h37
Sr. O Apedeuta,
Eu quero corrigir a afirmação de que hoje o IDH é de 0,813. Na verdade ESTE VALOR É DE 2007, certamente que de dois anos pra cá aumentamos o IDH e com a crise internacional muitos outros países que sofreram mais que o Brasil perderá posições.
Aí então o Brasil continuará a ter um IDH alto e ganhará posições no ranking (para eu me sentir mais feliz e orhulhoso e, infelizmente, você se sentir mais triste).
sem opinião
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Henrique Silva (201) 01/12/2009 17h25
Henrique Silva (201) 01/12/2009 17h25
Sr. O Apedeuta,
Em 24/07/2002 o Brasil ocupava a 73 posição com um IDH de 0,757 segundo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e hoje ocupa a 75 posição segundo o próprio Pnud, mas hoje já com IDH de 0,813. SOMENTE AGORA ESTAMOS COM IDH CONSIDADERADO ALTO (QUE VARIA DE 0,8 A 0,9).
Não queira distorcer os fatos, você atentou somente para um item dos vários que citei e tentou desqualificar minha afirmação. Mas, como você pode voltar a ler, eu disse que o IDH melhorou. As pessoas com COMPLEXO DE VIRA-LATA não aceita isso e sempre afirma que somos um país de terceiro mundo, subdesenvolvido, sem expressão internacional, sem crédito, etc, etc. Estes PESSIMISTAS POR NATUREZA repetem com tanta convicção e freqüência (sem embasamento algum) que começam a acreditar realmente nisso e querem jogar essa culpa da "situação criada pelo imaginário dos complexados no atual governo".
Você deve ter lido a matéria da revista (IN)VEJA, que é manipulada pela oposição e passa longe da neutralidade e da ética jornalística, e quer me fazer engolir seu discurso que apóia um ex-presidente boçal e cara-de-pau que seu governo se sustentava apenas pela imprensa, vendeu nosso país, nos enfiou em crises sucessivas, nos endividou ainda mais e jogou fora toda uma geração? NÃO ME VENHA COM ESSE PAPO DERROTADO DE OPOSIÇÃO COMPLEXADA!
E enquanto aos outros indicadores de sucesso governamental que comparei entre FHC e LULA você, O Apedeuta, tratou de esquecer.
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