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Dinheiro
16/06/2009 - 15h05

Bancos demitem mais e contratam com salário menor, diz Dieese

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da Folha Online

Os bancos demitiram mais do que contrataram nos primeiros três meses deste ano. No ano passado, o movimento foi inverso. E mais, as instituições cortaram funcionários com salário maior e admitiram outros com remuneração menor. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Dieese e Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro)-CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Segundo o levantamento sobre o sistema financeiro, os bancos que operam no Brasil fecharam 1.354 postos de trabalho no primeiro trimestre de 2009. As empresas financeiras desligaram 8.236 bancários e contrataram 6.882 entre janeiro e março.

É uma inversão do que ocorreu no ano passado, quando houve um aumento de 3.139 novas vagas no mesmo período.

O balanço foi feito com base dos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Salário

Além da redução do emprego, o Dieese apontou ainda a diminuição na remuneração média dos trabalhadores do sistema financeiro. Os desligados no primeiro trimestre recebiam remuneração média de R$ 3.939. Já os contratados têm remuneração média de R$ 1.794, o que representa uma diferença de 54,45%, ou seja, menos da metade.

Segundo a pesquisa, os desligamentos foram concentrados nos escalões hierárquicos superiores e as admissões ocorrem principalmente nos cargos iniciais da carreira. Esse movimento intensificou a tendência observada no mesmo período do ano passado, quando a diferença entre os salários médios dos bancários contratados e desligados foi de 34,34%.

A maioria dos admitidos está na faixa entre 18 e 24 anos, enquanto os desligados concentram-se nas faixas superiores aos 30 anos de idade.

"Enquanto os lucros aumentam progressivamente mesmo durante a crise --os 50 maiores bancos apresentaram lucro líquido de R$ 7,5 bilhões só no primeiro trimestre deste ano--, as empresas financeiras estão reduzindo custos com fechamento de postos de trabalho e ainda com a alta rotatividade da mão-de-obra, demitindo bancários com salários mais altos e contratando funcionários com remuneração inferior", afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

"As demissões estão concentradas nos grandes bancos privados, principalmente em razão das fusões do Itaú-Unibanco e Santander-Real, contrariando os compromissos assumidos publicamente pelos presidentes dessas empresas de que não haveria fechamento de postos de trabalho", disse o sindicalista.

Comentários dos leitores
marcio B. (86) 22/12/2009 16h24
marcio B. (86) 22/12/2009 16h24
O Brasil está praticando o suicídio comercial, e o governo sabe disso... Temos uma das maiores cargas tributárias do mundo, uma das maiores taxas de juros do mundo, uma das maiores burocracias do mundo, sofremos uma das maiores inseguranças jurídicas do mundo, possuimos uma infra-estrutura de que não comporta o crescimento e que nos condena a um dos maiores custos de frete do mundo, no envergonhamos de ser um dos países mais corruptos do mundo, sofremos com uma taxa de criminalidade das mais altas do mundo... Ainda tem gente que aplaude o governo!!! TEM-SE QUE APLAUDIR O EMPRESÁRIO E O TRABALHADOR, que levam o país nas costas, e pagam uma fortuna aos cofres públicos. Somos nós que pagamos para que os demagogos nos governem com interesses próprios e pagamos para manter a superestrutura burocrática e governamental que nos aprisiona sem que percebamos. sem opinião
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Sem partidarismo, mas com a cautela necessária ao momento atual do mundo, precisamos encarar a economia com muitíssimo cuidado. Faz parte da política governamental estimular a segurança da sociedade, em parte por partidarismo, em parte para estimular a colaboração do povo. Mas é só considerar a Ford norte-americana propondo PDV para 41.000 funcionários e o governo sueco estar discutindo com sindicatos o fechamento da SAAB, para andar às apalpadelas no terreno minado à frente, como os anjos na canção com Frank Sinatra. É irritante a afirmação de que o Brasil e os países emergentes estão saindo da crise melhor do que os ricos. Não tem sentido acreditar nisto, porque, se os ricos estão numa crise da qual ainda não se livraram, não vão comprar dos emergentes e, portanto, estes não vão enriquecer. Deve-se desconfiar que não nos contam a verdade inteira e baseio-me no aumento de ônibus que Kassab vai implantar em São Paulo: passagem a R$ 2,70. Quantos milhares mais vão fazer o que outros milhares já fazem, andar a pé por falta de dinheiro? Não acredito em saída definitiva da crise que ponha o carro na frente dos bois: a saída tem de ser de baixo para cima, não ao contrário. Por quanto tempo vamos continuar a oitava ou nona economia do mundo com a quantidade de miseráveis que temos? É preciso que os políticos tenham mais consciência de suas responsabilidades sociais. Cinco séculos de erros ainda não são suficientes? sem opinião
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Francisco Oliveira (471) 22/12/2009 14h46
Francisco Oliveira (471) 22/12/2009 14h46
Henrique Silva, você acabou assumindo a posturo de que não há o que elgiar no governo, se você tem argumentos para apresentar o impacto do salário mínimo na previd~encia por favor queremos ler. Agora os funcionários públicos verdadeiros privilegiados deste governo receberão aposentadorias integrais ~que serão reajustadas conforme os salários da ativa, mas o resto dos brasileiros terão a inflação ofcial como aumento de aposentadorias. Depois este governo é contra as privatizações e gasto o que não pode , no Chile a previdência é privada e o trabalhador destina seu dinheiro sem a tutela do estado. Vamos im falar e debater as coisas, pois a verdade nunca é absuluta. sem opinião
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