Publicidade

Dinheiro
16/06/2009 - 18h36

Greve no INSS atinge 16 Estados e DF; postos abrem para perícia agendada

Publicidade

da Folha Online

Atualizado às 20h50.

A greve de servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) atinge 16 Estados mais o Distrito Federal, segundo balanço divulgado nesta terça-feira por entidades de classe e a assessoria de imprensa da Previdêncoa Social. Os númeres relativos ao percentual de adesão à greve, porém, variam.

A Fenasps (Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), que reúne dados de todos os sindicatos de funcionários no país, ainda nao tem balanço oficial. A entidade ressalta, porém, que os Estados que aderiram à greve respondem por 90% do total de atendimentos.

Rivaldo Gomes/Folha Imagem
Cartaz de greve na agência do INSS de Santo Amaro, na zona zul de São Paulo
Cartaz de greve na agência do INSS de Santo Amaro, na zona zul de São Paulo

Além do Distrito Federal, os Estados que adeririam à greve são Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Piauí, Espírito Santos, Rio de Janeiro, Ceará, Pará, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe, Amazonas e São Paulo.

Goiás, Rondônia e Amapá estava em "estruturação da greve", explica a Fenasps. Mato Grosso ainda não tinha realizado assembleia sobre o tema, enquanto Alagoas, Maranhão, Roraima, Acre e Tocantins não informaram sobre a decisão.

O último balanço nacional, feito pelo INSS até as 19h30h, indica uma adesão baixa à greve. Das 964 agências consultadas pelo país (ao todo, são 1.110 unidades), 852 tiveram funcionamento normal, 100 funcionaram parcialmente e 12 fecharam. O Brasil tem hoje entre 20 mil e 25 mil servidores na Previdência Social.

A Previdência informou que as agências atenderam hoje 176.505 segurados, o que corresponde a, aproximadamente, 90% do previsto. Até amanhã este número pode aumentar, pois alguns dados são processados durante a madrugada.

Sobre a adesão ao movimento em São Paulo, segundo o Sinsprev-SP (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência), das 48 agências da capital, 27 aderiram parcial ou integralmente à paralisação. No interior, das 132 agências, outras 27 teriam aderido. As agências paulistas respondem por 60% dos atendimentos do INSS em todo o Brasil, segundo o sindicato.

Já os dados da assessoria da Previdência são conta de que, em São Paulo, das 48 agências, 15 pararam parcialmente, realizando perícias agendadas, e apenas quatro fecharam. Já no interior, a adesão foi menor ainda: das 132 agências, nove pararam parcialmente e apenas uma fechou as portas.

No Rio, Segundo o Sindsprev/RJ, a greve deixou mais de 90 postos de atendimento do Estado parcialmente paralisados. Apenas os atendimentos agendados de perícia médica foram feitos.

A greve de hoje ocorre apesar de o STJ (Superior Tribunal de Justiça) ter concedido, ontem, liminar determinando a suspensão do movimento --na decisão, se a greve for mantida, a Fenasps receberá multa diária de R$ 100 mil. Segundo a entidade, já foi dada entrada a recurso contra a decisão.

Quem tinha um atendimento agendado em um posto com greve deve ter o pedido remarcado no INSS. Apesar de os médicos peritos não estarem em greve, o atendimento foi prejudicado ou pelo fechamento da unidade ou pela falta de funcionários para fazer o primeiro atendimento.

Reivindicações

As principais reivindicações dos servidores são a elaboração de um plano de carreira e a realização de concurso público para a contratação de novos funcionários. Na avaliação do sindicato, um aumento do quadro atual de servidores é necessário para melhorar as condições de trabalho e evitar o aumento da jornada de 30 horas para 40 horas semanais.

Pelos cálculos da entidade, nos próximos dois anos, mais de 10 mil dos 33 mil trabalhadores responsáveis pelo atendimento ao público estarão em condições de se aposentar, o que deverá gerar um déficit de pessoal.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca