Dinheiro
17/06/2009 - 14h06

Recuperação do emprego na indústria será mais demorada que o esperado, diz Fiesp

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YGOR SALLES
da Folha Online

Ao contrário do mês passado, quando previa uma normalização do nível do emprego industrial paulista já no final do primeiro semestre, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) agora vê uma trajetória mais longa para o fim das quedas, que pode acontecer apenas no segundo semestre.

A mudança de postura ocorreu com o resultado do nível de emprego do mês de maio, que apresentou queda de 0,17% na comparação com abril, o que significou uma perda de 3.500 empregos.

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O número que decepcionou a Fiesp foi o de empregos perdidos descontando o setor de açúcar e álcool --que tem um componente sazonal mais forte e tem o pico de contratação nos primeiros meses do ano. O emprego sem este setor havia recuado 1,9% em fevereiro, 0,9% em março e 0,5% em abril, e levava a entidade a crer em uma neutralidade em maio. Porém, o mês apresentou queda de 0,4%.

"Estávamos esperando uma neutralidade em maio, e os números nos decepcionaram. A trajetória será mais longa do que era suposto", lamentou o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp, Paulo Francini. "Ainda temos uma perda de razoável tamanho, mostrando que há um ajuste que não se promoveu."

Sobre o quão mais longo será essa trajetória, Francini disse que tinha expectativa de já em junho zerar as perdas, mas "é mais possível" que demore mais dois meses, o que levaria a neutralidade apenas para julho.

Para o economista, um dos principais responsáveis pelo "retardamento" da normalidade no emprego está no mercado externo. "A exportação está atrapalhando", disse Francini, dando como exemplo o setor metalúrgico, que está entre os que mais demitem mesmo com o reaquecimento de alguns de seus principais clientes internos, como as montadoras e as fabricantes de eletrodomésticos. "O mercado interno é que está segurando as pontas."

Francini ainda descartou a possibilidade do saldo total de empregos da indústria paulista apresentar alta em 2009 na comparação com o ano passado. Porém, ele aposta em uma recuperação no segundo semestre que ao menos diminua o resultado negativo de 46 mil empregos perdidos no acumulado do ano até maio.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h22
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 20h22
Acabei de ler na Revista Veja na casa de um meu amigo, uma reportagem em que lá pelas tantas diz assim : O BRASIL PASSA AGORA PELO SEU MELHOR MOMENTO NOS ÚLTIMOS 30 ANOS. Que isso ? Já vai se entregar assim de vez ? Um aviso. Assim sendo, dentro de algum tempo voce poderá topar na banca com uma nova revista, que se chamará IN.VEJA. sem opinião
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Cassio Tavares (663) 26/11/2009 18h44
Cassio Tavares (663) 26/11/2009 18h44
Celso Assis, acorda. Voce está lendo o jornal de uns 10 anos atrás. Olhe a data aí no alto. 1 opinião
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celso assis (67) 26/11/2009 16h04
celso assis (67) 26/11/2009 16h04
COMO TODO CIDADAO DESTE PAIS TB ESTOU TORCENDO POR UMA RECUPERAÇAO EM 2010. SE FOR NECESSARIO, POIS ANALISTAS DA MIDIA DIZEM QUE NEM HOUVE CRISE.
MAS ESTOU COM UM PÉ ATRAS, POIS CERTAMENTE TEMOS AQUI E EM OUTROS PAISES EMERGENTES, UMA BELA BOLHA NAS BOLSAS, NOS IMOVEIS, ETC.
PARECE QUE A ECONOMIA ESTA SENDO TOCADA NA BASE DE DINHEIRO EMPRESTADO, QUE LOGO PODE ESGOTAR-SE OU REDUNDAR EM CALOTES IMENSOS.
TB TEMOS QUE TORCER MUITO PARA QUE O MUNDO NAO SOFRA UMA RECAIDA TAO LOGO TERMINEM O FORNECIMENTO DOS ANALGESICOS (POLITICA MONETARIA E FINANCEIRA EXTREMAMENTE FROUXA), QUE ESTAO SENDO MINISTRADOS AO PACIENTE, AINDA NA UTI, E QUE SE RETIRADOS CAUSA A VOLTA DE FEBRE LÁ PELOS 42 GRAUS, SEGUIDAO DO COLAPSO TOTAL.
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