Recuperação do emprego na indústria será mais demorada que o esperado, diz Fiesp
YGOR SALLES
da Folha Online
Ao contrário do mês passado, quando previa uma normalização do nível do emprego industrial paulista já no final do primeiro semestre, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) agora vê uma trajetória mais longa para o fim das quedas, que pode acontecer apenas no segundo semestre.
A mudança de postura ocorreu com o resultado do nível de emprego do mês de maio, que apresentou queda de 0,17% na comparação com abril, o que significou uma perda de 3.500 empregos.
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O número que decepcionou a Fiesp foi o de empregos perdidos descontando o setor de açúcar e álcool --que tem um componente sazonal mais forte e tem o pico de contratação nos primeiros meses do ano. O emprego sem este setor havia recuado 1,9% em fevereiro, 0,9% em março e 0,5% em abril, e levava a entidade a crer em uma neutralidade em maio. Porém, o mês apresentou queda de 0,4%.
"Estávamos esperando uma neutralidade em maio, e os números nos decepcionaram. A trajetória será mais longa do que era suposto", lamentou o diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp, Paulo Francini. "Ainda temos uma perda de razoável tamanho, mostrando que há um ajuste que não se promoveu."
Sobre o quão mais longo será essa trajetória, Francini disse que tinha expectativa de já em junho zerar as perdas, mas "é mais possível" que demore mais dois meses, o que levaria a neutralidade apenas para julho.
Para o economista, um dos principais responsáveis pelo "retardamento" da normalidade no emprego está no mercado externo. "A exportação está atrapalhando", disse Francini, dando como exemplo o setor metalúrgico, que está entre os que mais demitem mesmo com o reaquecimento de alguns de seus principais clientes internos, como as montadoras e as fabricantes de eletrodomésticos. "O mercado interno é que está segurando as pontas."
Francini ainda descartou a possibilidade do saldo total de empregos da indústria paulista apresentar alta em 2009 na comparação com o ano passado. Porém, ele aposta em uma recuperação no segundo semestre que ao menos diminua o resultado negativo de 46 mil empregos perdidos no acumulado do ano até maio.
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MAS ESTOU COM UM PÉ ATRAS, POIS CERTAMENTE TEMOS AQUI E EM OUTROS PAISES EMERGENTES, UMA BELA BOLHA NAS BOLSAS, NOS IMOVEIS, ETC.
PARECE QUE A ECONOMIA ESTA SENDO TOCADA NA BASE DE DINHEIRO EMPRESTADO, QUE LOGO PODE ESGOTAR-SE OU REDUNDAR EM CALOTES IMENSOS.
TB TEMOS QUE TORCER MUITO PARA QUE O MUNDO NAO SOFRA UMA RECAIDA TAO LOGO TERMINEM O FORNECIMENTO DOS ANALGESICOS (POLITICA MONETARIA E FINANCEIRA EXTREMAMENTE FROUXA), QUE ESTAO SENDO MINISTRADOS AO PACIENTE, AINDA NA UTI, E QUE SE RETIRADOS CAUSA A VOLTA DE FEBRE LÁ PELOS 42 GRAUS, SEGUIDAO DO COLAPSO TOTAL.
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