EUA poderiam ter feito mais para evitar crise, diz Tesouro
da Folha Online
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse que "está claro" que o governo americano poderia ter feito mais para evitar o declínio na economia do país, em um pronunciamento a ser apresentado nesta quinta-feira ao Comitê Bancário do Senado americano.
Segundo o secretário, as lacunas e a fraqueza na estrutura regulatória para fiscalizar bancos e outras instituições financeiras "impôs desafios" à habilidade do governo de monitorar e lidar com as apostas do mercado.
O problema, diz o texto, é que não há um órgão regulador único que tenha visto como tarefa sua proteger a economia e o sistema financeiro como um todo.
"Todas as crises financeiras da geração passada dispararam esforços para reforma. Mas os esforços passados vieram muito tarde, depois que a vontade de agir já tinha diminuído", diz o texto do secretário. "Não podemos deixar isso acontecer dessa vez. Podemos discordar sobre os detalhes, e teremos que trabalhar essas diferenças. Mas os americanos comuns sofreram muito; a confiança no nosso sistema financeiro foi muito abalada; nossa economia chegou muito perto do limite para deixarmos esse momento passar."
Os comentários do secretário vêm um dia após o presidente americano, Barack Obama, ter apresentado sua proposta de reforma do sistema regulatório financeiro do país. A proposta, que vai agora ao Congresso, reorganiza os papéis de algumas das agências de regulação do mercado financeiro, a fim de reforçar a supervisão do governo.
Além disso, a proposta deve endurecer os padrões de controle de grandes empresas financeiras e criar uma nova agência dedicada a proteger os consumidores.
Geithner destacou ontem, em entrevista à rede de TV ABC, o que considera os três pontos básicos da proposta: proteção ao consumidor, garantias contra riscos assumidos por instituições financeiras e uma nova autoridade federal para "melhor gerir (...) a potencial quebra de grandes instituições".
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Especial


O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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