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Dinheiro
18/06/2009 - 12h17

Governo planeja reduzir custo para investimentos no setor produtivo

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YGOR SALLES
da Folha Online

Atualizado às 12h34.

O governo federal planeja reduzir o custo para que empresas possam realizar investimentos, o que deverá passar por medidas de ajuda a fabricantes de bens de capital (máquinas e equipamentos), informaram o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segundo Coutinho, as medidas não foram definidas ainda, sendo alvo de reuniões envolvendo o próprio BNDES e os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento. "Depois disso, levaremos ao presidente Lula para a definição", disse o presidente do banco federal de fomento em evento em São Paulo.

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O principal setor a ser beneficiado por essa redução do custo para realizar investimentos é o de bens de capital. "Como é um setor estratégico, devemos proteger", apontou Coutinho. "Trata-se do primeiro setor a cair na crise e o último a se recuperar."

O benefício, porém, não seria permanente --ficaria em vigor até que as empresas se vejam necessitadas a investir. Para Coutinho, isso ocorrerá a partir do quarto trimestre deste ano, quando o uso médio da capacidade instalada da indústria local ficar entre 80% e 81%. "Estamos hoje em aproximadamente 87%", disse.

O presidente do BNDES ainda informou que a FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) --meio pelo qual o investimento é medido dentro do cálculo do PIB (Produto Interno Bruto)-- deve fechar o ano em cerca de 19% do PIB, "ajudando a buscar o objetivo de chegar mais para a frente nos 21%."

Mantega também deu sinais de que o governo fará essa redução, mas também não quis dizer como. "Não podemos falar isso agora", disse. Porém, citou a desoneração tributária e a redução do custo de financiamento como possíveis meios para ajudar a alavancar os investimentos.

IPI

Questionado sobre a possibilidade de prorrogação por mais três meses da desoneração do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre automóveis e eletrodomésticos da "linha branca" (fogões, geladeiras e máquinas de lavar), Mantega disse que "há muito tempo" para uma decisão.

"Ainda temos duas semanas para as pessoas irem comprar os produtos", disse.

Na visão do ministro, o incentivo funcionou "muito bem", principalmente a sobre o setor automotivo, que no acumulado do ano até maio já tem uma produção maior do que a do mesmo período do ano passado.

O principal ponto de preocupação sobre a manutenção da redução do IPI é sobre as contas do governo, já que a arrecadação tributária está em queda. Mas Mantega disse não ver esse problema como o maior impeditivo para uma nova prorrogação.

"A queda [na arrecadação] era esperada, mas caiu mais do que o esperado nos últimos dois meses", disse Mantega, levantando inclusive a possibilidade de reduzir o superávit primário para equacionar as contas. "Se necessário for, faremos novas reduções nos gastos."

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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