Dinheiro
22/06/2009 - 15h08

Mineradora Anglo American diz que proposta de fusão da Xstrata é "inaceitável"

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da France Presse, em Londres
com Folha Online

A mineradora Anglo American rejeitou nesta segunda-feira em comunicado a proposta de fusão feita pela rival Xstrata, considerando as condições formuladas por sua concorrente "completamente inaceitáveis".

"O conselho de administração [da Anglo] concluiu que uma fusão com Xstrata modificaria profundamente as características da carteira de atividades do grupo, diluindo significativamente a exposição sem igual da Anglo American nos mercados atrativos da platina, do minério de ferro e do diamante" e aumentando sua exposição nos mercados do níquel e do zinco, explicou o grupo.

A companhia concluiu que "a dimensão estratégica desta operação não é atraente para os acionistas da Anglo American". "Além desta falta de interesse estratégico, as condições formuladas pela Xstrata são completamente inaceitáveis."

A Xstrata --com valor de mercado atual em US$ 33 bilhões-- informou que enviou recentemente a proposta para a Anglo, cujo valor de mercado é de US$ 35 bilhões. "A Xstrata busca se aproximar da diretoria da Anglo American para tratar de uma fusão entre iguais que geraria um valor significativo para os acionistas de ambas as empresas", diz a empresa, em um comunicado.

Segundo a agência de notícias Reuters, a Xstrata provavelmente vai relutar em fazer uma oferta hostil, pois isso poderia provocar a resistência do governo da África do Sul, um grande acionista da Anglo.

A notícia da oferta da Xstrata apareceu em um artigo no diário britânico "Sunday Telegraph", que informou que o grupo Glencore, do setor de commodities (e que detém 35% de participação na mineradora), recebeu a informação sobre a oferta e teria se manifestado a favor do negócio, destacou a Reuters.

O grupo formado pelas duas mineradoras ganharia escala e poderia reduzir custos, tornando-se mais capaz de competir com as rivais BHP Billiton, Vale e Rio Tinto.

Em agosto do ano passado, a Anglo American comprou o controle do capital da IronX, subsidiária da MMX, empresa de mineração do empresário Eike Batista. A IronX controla o projeto de minério de ferro Minas-Rio e o sistema de minério de ferro Amapá. A Anglo American pagou R$ 5,4 bilhões a Eike Batista e outros acionistas vendedores por 63,3% do capital social da IronX.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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