Investimento estrangeiro em ação é o melhor em 13 meses; BC prevê saldo positivo
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 11h40.
O Banco Central mudou sua previsão para os investimentos estrangeiros no mercado financeiro em 2009, depois que as aplicações em ações registraram em maio o melhor resultado em 13 meses.
A recuperação na Bolsa de Valores e nas aplicações de renda fixa levou a instituição a rever sua projeção de um saldo negativo de US$ 10 bilhões para um resultado positivo de US$ 3 bilhões em 2009.
A previsão anterior havia sido feita em março. Nos últimos três meses, no entanto, o abrandamento da crise financeira levou a um retorno dos investimentos estrangeiros em ações e títulos públicos.
O BC também divulgou hoje o resultado desses investimentos até maio. As aplicações em ações no país somam US$ 3,150 bilhões no ano. Somente em maio, entraram US$ 2,527 bilhões, melhor resultado desde abril de 2008, quando o saldo ficou positivo em US$ 5,8 bilhões.
Renda fixa
Nas aplicações em títulos públicos no país, no entanto, o saldo ainda é negativo em US$ 621 milhões em 2009, apesar do resultado positivo de US$ 968 milhões em maio (melhor desde setembro, quando estava em US$ 1,2 bilhão).
Dados parciais de junho mostram uma entrada de US$ 116 milhões em ações e de US$ 1,341 bilhão em renda fixa.
Para os investimentos estrangeiros diretos, aqueles feitos no setor produtivo, o BC manteve a previsão de um saldo positivo de US$ 25 bilhões neste ano. No acumulado do ano, esse resultado está positivo em US$ 11,234 bilhões.
Somente em maio, foram US$ 2,483 bilhões, melhor resultado para meses de maio da série histórica do BC, iniciada em 1947.
A previsão para junho é uma entrada de US$ 1,5 bilhão. Até hoje, o resultado já está positivo em US$ 1,2 bilhão.
Importações
O BC revisou também a previsão para o saldo da balança comercial em 2009, devido a uma estimativa de queda nas importações de US$ 141 bilhões para US$ 138 bilhões. Foi mantida a estimativa de US$ 158 bilhões em exportações. Com isso, o saldo comercial --diferença entre os dois números-- passou de US$ 17 bilhões para US$ 20 bilhões.
A instituição espera ainda uma remessa maior de lucros e dividendos das empresas instaladas no país para o exterior (de US$ 15 bilhões para US$ 17 bilhões). Esse aumento reflete uma aposta de que as empresas vão lucrar mais no país neste ano do que o previsto anteriormente.
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