Ford dos EUA pretende reduzir para metade número de fornecedores
da Folha Online
A Ford pretende reduzir pela metade o número de fornecedores de longo prazo nos Estados Unidos até o final deste ano, segundo informou Tony Brown, vice-presidente da empresa.
Segundo ele, a empresa deve terminar o ano com 850 fornecedores contra 1.683 do ano passado.]
"Nós temos acelerado nossos esforços para tentar racionalizar o abastecimento, a fim de chegar ao crescimento rentável para todos", afirmou. A longo prazo, o número de fornecedores deve ser reduzido a 750.
Os fornecedores são responsáveis por mais de três quartos dos empregos no setor automotivo dos Estados Unidos, de acordo com um estudo do Federal Reserve de Chicago, que estima que o setor empregava mais de 600 mil pessoas em 2008.
A Ford estima que o número de fornecedores com dificuldades financeiras duplicou no último ano na América do Norte, com a venda de automóveis nos EUA caindo ao nível mais baixo em quase três décadas.
A crise com os fornecedores é uma extensão dos problemas enfrentados, principalmente, pela General Motors e Chrysler, que pediram concordata nos EUA.
Das Três Grandes de Detroit, só a Ford não pediu ajuda federal, nem se declarou em quebra.
GM e Chrysler, líderes mundiais no setor automotivo nas décadas de 1940 e 1950, perderam uma participação substancial de mercado devido à concorrência exterior. Agora, após declarar concordata, enfrentam uma luta existencial a longo prazo.
O governo de Washington terá participação majoritária (60%) na General Motors, que prevê sair da quebra transformada em uma empresa "menor, mais ecológica e mais eficiente".
Um tribunal federal aprovou a venda da maioria dos ativos da Chrysler à italiana Fiat.
Com agências internacionais
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