Publicidade

Dinheiro
25/06/2009 - 10h59

Inadimplência da pessoa física bate recorde em maio, informa BC

Publicidade

EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 12h13.

A inadimplência dos consumidores brasileiros subiu em maio e chegou a 8,6% dos empréstimos do sistema bancário, segundo dados do Banco Central. É a taxa mais alta da série histórica do BC, iniciada em junho de 2000.

Houve alta em praticamente todas as modalidades, entre elas, o cheque especial (de 10% para 10,8%) e o crédito para aquisição de bens (de 14,6% para 15,8%).

"O que puxou nesse mês de maio a inadimplência foi o cheque especial, que foi a maior da série", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

São considerados inadimplentes os empréstimos com atraso superior a 90 dias. Isso significa que o indicador ainda reflete os efeitos da crise internacional de crédito, que provocou alta dos juros e redução dos empréstimos.

"Agora é que os números estão refletindo aquele momento da crise. O que se espera é que, com a regularização dessas linhas de crédito, as famílias votem a honrar os seus compromissos. É o crescimento do crédito que vai levar à redução das taxas de juros e da inadimplência", afirmou.

Altamir afirmou que o indicador deve voltar ao patamar pré-crise, de cerca de 4%, até o final do ano. Em 2000, quando o indicador chegou ao patamar máximo, demorou nove meses para voltar a esse nível.

No caso das empresas, a inadimplência passou de 2,9% para 3,2%, maior desde 2001.

A inadimplência geral --que inclui pessoas físicas e jurídicas-- subiu pelo sexto mês consecutivo e chegou a 5,5% dos empréstimos. É a taxa mais alta desde junho de 2000 (5,6%), ou seja, a segunda mais alta da série histórica do BC.

Retomada do crédito

A alta da inadimplência acontece em um cenário de queda dos juros e retomada do crédito.

Os juros bancários recuaram em maio pelo sexto mês consecutivo. A taxa média geral, incluindo pessoa física e jurídica em todas as modalidades pesquisadas pelo BC, caiu de 38,6% para 37,9% ao ano. É menor taxa desde maio de 2008, quando estava em 38,6 ao ano.

Também houve uma pequena queda no "spread" bancário, a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos para os clientes. Segundo o BC, o "spread" caiu de 28,2 pontos percentuais para 28,1 pontos no mês passado. A taxa, porém, ainda está acima da registrada em setembro (26,4 p.p.), época do agravamento da crise.

Cheque especial

Para o consumidor, os juros recuaram mais, de 48,8% para 47,3% ao ano, melhor resultado desde dezembro de 2007 (43,9%). Para as empresas, os juros caíram de 28,8% para 28,5% ao ano (menor desde setembro).

Houve queda nos juros ao consumidor em praticamente todas as modalidades verificadas pelo BC, com exceção do cheque especial, que subiu de 166,3% para 167,8% ao ano.

O crédito pessoal caiu de 48,8% para 46,6% ao ano. Na aquisição de veículos, a taxa passou de 29,9% para 29,2% ao ano.

Comentários dos leitores
Cassio XF (51) 02/02/2010 17h12
Cassio XF (51) 02/02/2010 17h12
O Pib estah aumentando, mas isso nao tem nada a ver c/ a producao, mas sim os gastos do Governo. Erroneamente o calculo do PIB incluiu de forma positiva os gastos do governo, ou seja quanto mais gasta o governo , principlamente em aumentar sua maquina, maior o PIB. Eh o q acontece no momento. A Maquina cada vez maior, torna o governo ainda mais parasita e a merce de contratos milionarios c/ lobbies para se manter forte e controlador.
O inflacao , sobe...e nao sobe ainda mais devido aos juros altissimos que cobram para cointrola-la artificilamente. Ou seja , vc nao paga de um jeito , mas paga de outro. A inflacao sobe devido aos gastos imensos do gov. q imprime dinheiro do nada para pagar suas contas e jorra o mercado c/ novas moedas, desvalorizando-a frente ao mercado interno. Nao sao os precos q aumenta, eh O Real que desvaloriza, a sua moeda.
Acordem. temos que diminuir o tamanho desse governo e incentivar a producao e manter mais capital na mao do povo e nao do governo.
sem opinião
avalie fechar
Henrique Silva (230) 02/02/2010 00h33
Henrique Silva (230) 02/02/2010 00h33
Aqui está cheio de economista (de boteco)! sem opinião
avalie fechar
Alberto Kiess (3) 01/02/2010 19h45
Alberto Kiess (3) 01/02/2010 19h45
O Governo Federal deveria incentivar mais o setor automobilístico reduzindo novamente o IPI que incide sobre os mesmos. O setor só não foi à bancarrota em 2009 devido aos incentivos. E o IPI, que já considero abusivo, deveria ter baixado para nunca mais subir. Cadê o compromisso dos candidatos em fazer a reforma tributária, ampla e austera afim de reduzir os impostos estratosféricos que pagamos e nada temos de retorno.
Veja nossa saúde, nossa segurança, nossa educação, nossa cultura, não temos nada se não for privado.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2655)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca