Moody's prevê que PIB do Brasil vai subir 0,9% em 2009
da Folha Online
A Moody's Economy.com, subsidiária da agência de classificação de risco Moody's, disse acreditar que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deverá crescer 0,9% em 2009, sendo um dos países que mais irá ajudar a América Latina a ser uma das regiões menos afetadas pela crise financeira global.
A previsão é mais otimista do que as feitas pelos analistas ouvidos pelo Banco Central na pesquisa Focus (queda de 0,55%) e da Febraban (federação dos bancos), de queda de 0,3%.
Segundo o relatório "América Latina: fim da recessão, começo da recuperação", que foi divulgado hoje, a recessão chegou à região no começo deste ano devido a três fatores: a queda nas exportações, o menor volume de remessas de imigrantes locais que moram nos países desenvolvidos e a redução dos investimentos estrangeiros.
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil
"Porém, graças a uma melhor condição macroeconômica e a um mercado interno estimulado, a América Latina deixará a recessão para trás para entrar em recuperação antes que termine o ano", disse a agência no relatório.
Outro motivo apontado pela Moody's para a resistência latino-americana à crise é que ela "não é uma recessão gerada na região, como nas crises do passado, cujas raízes se encontravam em seus desequilíbrios macroeconômicos crônicos."
A recuperação virá, explica a agência, através de "fontes internas", principalmente o consumo e o investimento, uma vez que a debilidade da demanda externa persiste. A Moody's aponta os países com melhor mercado interno como os que liderarão a recuperação, e por isso diz acreditar que o Brasil é um desses países.
Segundo ela, o Peru deve ser o país com o melhor desempenho em 2009, com um crescimento de 2,3%, seguido pelo Brasil, com um crescimento de 0,9%. Os outros países citados pela agência deverão apresentar contrações na economia: Argentina (-0,8%), Colômbia (-1,2%), Uruguai (-1,3%), Chile (-1,5%) e México (5,8%). Na média, a região deve apresentar contração de 1,8% em 2009 e um crescimento de 3,5% no próximo ano.
O México será o país da região que mais será afetado pela crise, segundo a Moody's, porque sua economia é a mais dependente dos Estados Unidos, onde foi o epicentro da crise. Além disso, foi o país onde as medidas de estímulo econômico tiveram o desempenho mais fraco devido às "restrições operacionais e burocráticas da aplicação dos recursos federais."
Leia mais notícias sobre a crise financeira global
- Contas do governo federal têm pior resultado para maio em dez anos
- Seguradora AIG vai devolver ao Fed US$ 25 bi com ações de filiais
- Fed estende programas de ajuda emergencial a bancos para 2010
Outras notícias sobre economia em Dinheiro
- Correios terão concurso para 12 mil oportunidades
- Inadimplência da pessoa física bate recorde em maio, informa BC
- Cade determina que Sky volte a transmitir a MTV
Especial
- Leia o que já foi publicado sobre a crise financeira global
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
livraria



Feliz Natal a todos os leitores da folha
wilson flores
avalie fechar
avalie fechar
Grande Lula, grande presidente.
avalie fechar