Mulher de Madoff é flagrada andando de metrô em NY
da Efe, em Nova York
Ruth Madoff, mulher do investidor americano Bernard Madoff, se vê obrigada a andar de metrô sozinha desde que seu marido foi detido por orquestrar uma das maiores fraudes da história.
Além disso, ela sofre com o constante assédio dos paparazzi que a perseguem durante o dia. "Você se diverte me envergonhando e arruinando minha vida?", questionou ela a um fotógrafo do "New York Post".
Na quarta-feira, Ruth foi flagrada sentada em um vagão do metrô de Nova York. Usando óculos de sol para se disfarçar, ela desceu à altura do Rockefeller Plaza, em pleno centro de Manhattan e foi descrita como mulher do investidor "mais odiado do mundo".
O jornal também disse que ela vestia roupas "fora de moda" e criticou seu penteado, lembrando que foi proibida de entrar no salão de Pierre Michel, até então seu cabeleireiro, depois que veio à tona a fraude montada por seu marido.
Enquanto Bernard Madoff aguarda na prisão a sentença, prevista para segunda-feira, sua esposa é agora "a mulher mais solitária do mundo", segundo "The New York Times".
A mulher, que ainda vive na luxuosa cobertura duplex do casal, também largou hábitos como comer em um luxuoso restaurante de seu bairro e frequentar uma academia com mensalidade de US$ 1.200, informou o "Times".
Embora nenhuma acusação tenha sido feita, a relação de 49 anos de casada de Ruth com Bernard - inclusive trabalhando com o marido - evidencia que ela não conta com a simpatia da opinião pública nova-iorquina, o que complica muito sua vida.
Segundo a imprensa e blogs locais, também não ajuda o fato de a mulher, de 68 anos, ainda não ter se desculpado publicamente nem às vítimas da fraude.
"Os Estados Unidos adoram ressuscitar as pessoas que chegaram ao fundo do poço, mas ela não entrou nesse jogo", assegurou recentemente Alexandra Lebenthal, amiga de um dos filhos do casal, ao "New York Times".
Desde o ano passado, Ruth tem uma rotina completamente diferente. Ela assinou um congelamento voluntário de todas suas despesas --exceto para necessidades básicas, como alimentação-- e suas saídas são contadas, incluindo as visitas ao seu marido na prisão de Manhattan, uma vez a cada duas semanas.
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O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
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Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
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A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
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