BC diz que efeito da queda dos juros será mais forte no segundo semestre
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, disse hoje que os efeitos da redução da taxa básica de juros promovida desde janeiro serão sentidos de forma mais intensa no segundo semestre deste ano.
Em janeiro, a taxa Selic estava 13,75% ao ano. Hoje, está em 9,25% ao ano, o menor patamar da história.
De acordo com o BC, os efeitos mais fortes sobre a atividade econômica ocorrerão no próximo semestre e, em relação aos preços, por volta do final deste ano e início de 2010.
Segundo Mesquita, anteriormente, a defasagem entre a queda dos juros e seus efeitos era menor. Mas isso mudou com o alongamento de prazos e contratos motivado pela estabilização econômica.
"A nossa estimativa para defasagem aumentou. Houve um alongamento do prazo médio dos contratos vigentes na economia, devido a uma maior estabilidade econômica', disse o diretor do BC, durante a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação.
PIB
O BC revisou a projeção de crescimento da economia em 2009 de 1,2% para 0,8%, segundo o relatório. O número está próximo da estimativa do Ministério da Fazenda, que em março reduziu a previsão de crescimento da economia de 2% para 1%.
De acordo com o BC, a redução na previsão de crescimento reflete uma expectativa de impactos maiores da crise econômica na indústria. A instituição estima uma queda de 2,2% no PIB do setor. A previsão anterior era de um aumento de 0,1%.
O BC também revisou as projeções para outros setores: agropecuária (de -0,1% para -0,8%); construção civil (+2,7% para -0,5%); e serviços (de +1,7% para +2,1%).
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