Demanda mundial de gás cairá pela primeira vez em 50 anos, diz AIE
da Efe, em Paris
O consumo mundial de gás cairá este ano pela primeira vez em mais de meio século por causa da crise, o que coincide paradoxalmente com um período de novas capacidades de produção e liquidificação que estão afundando os preços a níveis que podem comprometer investimentos futuros.
Este é o diagnóstico da AIE (Agência Internacional da Energia), que em seu relatório anual sobre o mercado do gás publicado hoje constata que a demanda caiu 4% no primeiro trimestre, e o retrocesso vai continuar o resto do ano, em proporções que não quantificou.
Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil
Ao mesmo tempo, está previsto que este ano entrem em atividade instalações para a produção de GNL equivalentes a 60 milhões de metros cúbicos, frente aos 240 milhões que havia em 2008, e o número em três anos subirá até pelo menos 370 milhões.
O principal efeito foi a queda de preços, que no mercado americano passaram do pico de US$ 13 por pé cúbico em meados do ano passado para cerca de US$ 4 atualmente.
No caso do gás russo vendido na Europa e vinculado à cotação do petróleo, a queda foi menos pronunciada, mas, do teto de quase US$ 15 por pé cúbico, cairá cerca de US$ 7 ou US$ 8 no meio deste ano.
A AIE advertiu que "a combinação de uma demanda fraca e preços mais baixos pode reduzir investimentos futuros".
"Caso sejam adiados os investimentos em produção e infraestruturas de abastecimento, há risco a médio prazo de tensão nos mercados, quando a demanda se recuperar", argumentou.
Assim, afirmou que, enquanto no período 2009-2013 as instalações de liquidificação vão permitir uma contribuição suplementar de 50%, não haverá novas capacidades, a menos que sejam aprovados os períodos correspondentes no período de 2009-2010.
A agência enfatizou os "desafios consideráveis" enfrentados pela Rússia --principal produtor mundial--, tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro.
O diretor-executivo da AIE, Nobuo Tanaka, fez uma chamada para que a atual conjuntura não anule os esforços de investimento e referiu-se à necessidade de reforçar as conexões além das fronteiras de gasodutos e de levar adiante a construção de um mercado mais eficiente, especialmente na Europa.



Em São Paulo, capital, 5% do PIB é da administração pública, o resto é privado, ou seja, 95% de gente ralando de verdade.
Conclusão: Isso é um dado interessante de quem realmente trabalha nesse país e sustenta toda a embromação de , por exemplo, Brasília.
Brasil é isso: Todos ralando para sustentar Brasília que vive de 100% de dinheiro público.
[]s
Eduardo.
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar