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Dinheiro
29/06/2009 - 11h49

BCs querem fim de planos de estímulo assim que economia se recuperar

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da France Presse, em Basileia (Suíça)

Os programas governamentais de estímulo econômico devem acabar rapidamente assim que a economia se recuperar, para evitar uma distorção dos mercados e pressões inflacionárias, advertiu o BIS (Banco de Compensações Internacionais), conhecido como "banco central dos bancos centrais".

"Quando surgirem sinais incontestáveis de uma recuperação, será necessário acabar rapidamente com as medidas de estímulo", afirmou o presidente do BIS, Jaime Caruana, na assembleia geral da instituição com sede na Basileia (Suíça).

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"Os efeitos inflacionistas podem prejudicar desde já os mercados de dívida soberana, o que pode colocar gravemente em questão a amplitude das intervenções dos poderes públicos e obrigar estes a se retirar precipitadamente", advertiu Caruana.

Os programas de estímulo adotados desde a explosão da crise financeira em setembro de 2008 atingiram o equivalente a 5% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial.

No entanto, o BIS advertiu que para que uma saída à crise primeiro é preciso sanear por completo o sistema financeiro. Para isto, o instituto considera que os bancos devem continuar se desfazendo dos ativos podres e restabelecer os fundos próprios.

O presidente do BIS defendeu que as instituições financeiras falidas possam ser desmanteladas. Segundo Caruana, tais medidas estão sendo abordadas atualmente no Conselho de Estabilidade Financeira, uma agência mundial de supervisão criada pelo G20 em abril em Londres.

Segundo o Conselho, a situação financeira parece estar em processo de estabilização.

"Estamos mais ou menos no nível em que estávamos antes antes (da quebra do gigante bancário americano) do Lehman, mas ainda não voltamos ao nível de antes da crise", explicou no sábado o presidente do Conselho, Mario Draghi.

Para Caruana, adiar o fim da intervenção do setor público na recuperação econômica "não faria mais que perpetuar as distorções da competência", mas admitiu que será difícil escolher entre uma saída precoce e uma saída tardia.

"Uma retirada precoce seria perigosa, mas seria ainda mais perigoso se retirar muito tarde e de modo muito lento", destacou.

Depois dos programas de estímulo e das intervenções dos bancos centrais nos mercados monetários, o diretor geral constatou que surgiram recentemente "sinais de protecionismo e de uma preferência nacional mais acentuada".

Em alguns países, os planos de reaquecimento reforçaram as distorções, o que pode prejudicar o comércio internacional, segundo Caruana. "É preciso evitar qualquer medida que possa ser protecionista", insistiu.

Uma vez saneado o sistema bancário e após a recuperação de um crescimento estável, o BIS recomenda a redução dos gastos públicos e o aumento dos impostos.

Nas últimas previsões, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) previu para seus 30 países membros uma queda do PIB de 4,1% em 2009, e uma recuperação para o ano seguinte com um crescimento de 0,7%.

Comentários dos leitores
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
Olmir Antonio de Oliveira (93) 21/12/2009 09h58
A respeito de fusão e ou incorporação. São amplas as possibilidades de fusões associações, aquisições, incorporações. Ao mercado brasileiro, a as empresas brasileiras. È de se crer na ampliação dos horizontes empresariais, no Brasil e no mercado internacional, è parte da democracia e globalização...... È importante se pensar nas ampliação das possibilidades de se adotar novas tecnologias, novas formulações, novas visões, novos tratos para uso de produtos usuais do mercado e ou de novas gerações de itens. Exemplifico para o caso do cimento evolução na utilização de agregado, compostos basicos, quimicamente tem faltado dar mais atenção a pontos basicos adequar temperaturas e pequenos arranjos nas confeções. No setor de aço conjuagar produtos atuais do mercado e até novas composições, e ou formatos elaborativos, a exemplo da utilização de pricipios simples, agregando multiplas placas extruturadas. para novos sistemas contrutivos, e ou melhorias aos atuais. è de se prever a construção de predios, avioões, onibus, caminhões, trem,navios, pontes e ou viadutos, "principalmente para se evitar tragédias similar a ocorrida no rodo anel de SP".... nova visão para arquitetura, designer noderno, eficiente, ágil, econômicamente viaveis, e ou industrialmente. e ou a nivel de execução. O fundamental é estar ocorrendo mudança na maneira de se pensar, e avontade de tentar novos processos, bom sinal para o Brasil suas empresas e trabalhadores. sem opinião
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Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Henrique Silva (220) 21/12/2009 09h48
Ogrande endividamento público dos países ricos durante a crise é um risco ao crescimento econômico sustentável. Assim como no Brasil, que se endividou muito nos anos 90, perdeu sua capacidade de crescimento e se enfiou em sucessivas crises.
Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
sem opinião
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augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
augusto palme (3) 20/12/2009 11h27
Ano 2010 está chegando, com uma euforia nunca vista aqui no Brasil. Tudo indica um ano fabulosos em todos os aspectos e para todos. Há duas noticias no Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde de hoje que recomendam cautela. Vejam:
O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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