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Dinheiro
29/06/2009 - 14h15

Com IPI menor, indústria prevê melhor ano da história em venda de veículos

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider afirmou nesta segunda-feira que a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) menor para veículos pode garantir à indústria o melhor ano em vendas internas da história. Até o mês passado, a Anfavea previa queda nas vendas.

O executivo não adiantou em quanto pode ser o crescimento. Em 2008, o Brasil registrou vendas internas de 2,820 milhões de unidades.

Para este ano, a previsão da indústria era de queda de 3,9% nas vendas, para 2,710 milhões de veículos. Agora, com IPI menor até dezembro, o desempenho deve ser positivo.

"Se continuarmos nesse ritmo, devemos ter o melhor ano da história", afirmou

Segundo o executivo, o primeiro semestre do ano já apresentou resultados positivos, puxados pelo benefício fiscal. "Devemos fechar o primeiro semestre deste ano com um numero maior de vendas no mercado interno do que fizemos no primeiro semestre de 2008, que já foi recorde", afirmou.

O presidente elogiou as medidas anunciadas pelo governo nesta segunda e disse que estão dando os resultados esperados.

Segundo o presidente da Anfavea, as vendas chegaram a cair cerca de 20% no último trimestre de 2008, em comparação anual, e continuavam caindo.

"Estávamos com mais de 300 mil carros em pátio. Se nós não tivéssemos essa redução de IPI, provavelmente a história da indústria automotiva brasileira em termos de desempenho nesse ano teria sido terrivelmente pior."

Para Schneider, o mercado brasileiro tem demanda reprimida e muito espaço para crescer, e comparou com a Argentina. Segundo ele, no Brasil, a relação é de 8,1 habitantes por veículo. Na Argentina, é de cerca de 5.

Produção

De acordo com a previsão feita antes da prorrogação do IPI, a produção de veículos deveria ficar em 2,860 milhões de unidades em 2009, queda de 11,1% em relação a 2008. A Anfavea ainda não comentou se essa previsão será alterada. Até maio deste ano, a produção atingiu 1,187 milhão de veículos, queda de 14,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

O mercado externo ainda é o principal responsável por esse recuo. As exportações de veículos caíram pela metade de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período de 2008. Para o ano, a Anfavea prevê queda de 39%, para US$ 8,5 bilhões.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
Eduardo Giorgini (435) 02/12/2009 21h29
País sem empresas de tecnologia e povo mal educado, é país podre.
Brasil é sustentado pelas expectativas e especulações.
Falar mal de FHC, ou ficarem brigando nada adiantará.
Governo Lula se basea em números e é sustentado por forte marketing.
Bom para nós, por teremos um "caixa" de dienheiro extrangeiro, porém, o povo continua pobre e sem educação.
Agora Lula defende usar a Amazinia como refem para ganhar dolares.
Quanta ingenuidade.
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 19h39
A respeito da reportagem do Nobel de econômia. è de se pensar que seria de bom tom para proxima reunião do copom, se considerar a menor atividade de inicio de ano e se partisse para uma redução significativa da taxa referencial, de 1 a 3 pontos, certamente ajudaria duplamente o sistema como um todo, menos fluxo de externos para aproveitar as taxa exorbitante brasileira, e significatica econômia em gastos com juros, a cada ponto percentual seria algo de dezenas de bilhões, e um auxilio indireto as empresas, que pagam no mercado nacional juros astronômicos, que dificultam em diversos niveis. O setor bancario teriam mais razões para aumentar o volume de operações para com o setor privado....... 1 opinião
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Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Olmir Antonio de Oliveira (72) 02/12/2009 18h53
Reportagem, nivel muito bom de informações e retrospectos, a respeito de um Nobel. Os ajustes que estão sendo feitos, mas principalmente a atenção dedicada as questões se câmbio sempre foram bastante grandes. Exemplifico a taxação a entada de capitais, atingiu de maneira bastante forte aos do tipo meramente especulativos e de curtissimo prazo, ao meu entender poderia ter sido um percentual de um quarto ao que foi feito, segundo o tempo de permanencia, de modo que no sexto mês seria de taxação zero. Mas sendo o proprio ministro existiam formulas, mas dificeis de aplicar e de se controlar. O feito, a taxação, impediu seguramente que o câmbio a esta altura do ano estivesse a algo parecido comum e cinquenta. Permaneceu um fluxo de entrada de recursos menor mas saúdavel para o sistema, algo que força em demasia o poder de compra de divisas. deu significativo folego, luz, visão, a as operações, sinalizou a capacidade de negociação das autoridades do setor. È importante se considerar o cenário em diversos paises em especial aos seguidos recordes do mercado de ouro, de modo geral refletem a atual menor força do dólar em diversos mercados, com participantes mais fortes e combativos. E em especial ajudando as empresas a colocarem os seus produtos no mercado nacional, pois em diversos países, e para determidados casos sequer são compradores, poderiam depreciar mais ainda tais preços, ao exportador seriam algo dificil de tirar algum proveito, dada a concorencia lá. 1 opinião
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