Indústria considera acertadas medidas de ajuda para crédito e investimentos
da Agência Brasil
da Folha Online
Representantes da indústria de base, um dos setores mais afetados no Brasil pela crise financeira mundial, consideraram acertadas as medidas anunciadas hoje pelo governo, principalmente por reduzirem custo de crédito e estimularem investimento.
Para a Abdib (Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base), o estimulo à produção vai ajudar a minimizar os efeitos da crise financeira internacional.
"O governo federal procurou adequar as linhas de crédito de longo prazo ao novo patamar de juros básicos da economia. A redução da Taxa de Juros de Longo Prazo [TJLP, usada pelo BNDES em empréstimos] de 6,25% para 6% ao ano diminui o custo final ao investidor e, consequentemente, aos consumidores finais", destacou o presidente da Abdib, Paulo Godoy.
Já o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Armando Monteiro Neto, classificou como "importantes e absolutamente necessárias" as medidas de barateamento do financiamento para a compra de máquinas e equipamentos.
Em nota divulgada por sua assessoria, Monteiro Neto ressaltou que o investimento caiu muito no Brasil depois do início da crise, em setembro do ano passado, e disse que "essas medidas de estímulo ao investimento são muito necessárias para recuperar um pouco a taxa de investimento da economia".
Os primeiros cinco meses deste ano foram "cruéis" para a indústria de base. De acordo com representantes do setor, o crescimento de 20% -registrado no ano passado, principalmente antes da chegada dos efeitos da crise econômica no Brasil, no último trimestre de 2008-- "desapareceu abruptamente".
Entre janeiro e maio deste ano, o país passou a importar 11,1% a mais de bens de capital sob encomenda e a exportar 43,3% a menos. Isso fez o saldo comercial fechar negativo em US$ 841,2 milhões nesse período. "A economia brasileira computava crescimento nos investimentos por volta de 20% ao ano, e esse desempenho praticamente desapareceu abruptamente", explicou Paulo Godoy.
Entre as medidas anunciadas hoje, Godoy destacou ainda o corte pela metade nos juros de empréstimos para exportações e para projetos de inovação. A taxa era de 11% e caiu para 5,5% com a decisão de que o Tesouro Nacional arcará com a diferença.
Quando à indústria de bens de capital, Godoy destacou que as medidas têm caráter temporário e que há espaço para mais mudanças no futuro próximo. "Na verdade, as medidas temporárias servem para ajudar a remover algumas distorções tributárias, principalmente as que oneram os investimentos, mas também a produção."
Godoy disse que o setor de bens de capital, um dos mais importantes da economia, ganha fôlego com a desoneração para mais 70 itens e com a redução de juros para que consumidores de máquinas e equipamentos possam fazer novas encomendas. "As medidas beneficiam principalmente setores com foco no mercado interno, pois a produção voltada para exportações ainda encontra um cenário muito instável e negativo", completou.
Fiesp
Já Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp (Federação Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), considerou positivo o conjunto de medidas.
"A manutenção e ampliação das medidas de combate à crise, anunciadas hoje pelo Governo Federal, somam-se ao esforço que os empresários brasileiros têm feito, desde setembro do ano passado, para que a nossa indústria continue investindo na produção, mantendo e aumentando empregos neste momento mundial tão adverso para todos. As medidas são muito positivas, desde que haja continuidade da política de redução dos juros reais", comentou Skaf.
A Fiesp recebeu com otimismo a desoneração de 70 itens de bens de capitais que tiveram o IPI reduzido, bem como, a ampliação do prazo desse mesmo incentivo para veículos, material de construção e linha branca de eletrodomésticos, pleitos que havia feito desde os primeiros momentos da crise.
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LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
(CONTINUA)
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
(CONTINUA)
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