Governo dos EUA envia proposta de agência de proteção ao consumidor
da Folha Online
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que o governo do presidente americano, Barack Obama, enviou hoje ao Congresso o projeto de criação da Agência de Proteção Financeira do Consumidor. A proposta foi apresentada por Obama no último dia 17, quando foi anunciada também a proposta de reforma do sistema regulatório financeiro do país.
"Essa nova agência será dedicada a proteger as famílias americanas quando tomarem empréstimos ou utilizaram algum outro produto ou serviço financeiro, e terá a missão de promover o acesso e proteger os consumidores de práticas inescrupulosas no mercado", diz o comunicado divulgado na página do Tesouro na internet.
A proposta cria uma agência para promover "transparência, simplicidade, tratamento justo, responsabilidade e acesso --estabelecendo o marco para o esforço de reformar os fundamentos de nosso sistema de regulação financeira", acrescenta a nota.
"Essa agência terá apenas uma missão --proteger os consumidores-- e terá autoridade e responsabilidade de garantir que as regulamentações para proteger o consumidor sejam justas e observadas com vigor", disse o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, segundo o comunicado.
Segundo ele, ao consolidar a tarefa de proteger o consumidor em uma única agência, o governo irá reduzir as lacunas na supervisão federal, além de oferecer informações mais claras aos consumidores e promover uma "regulamentação mais consistente em todo o sistema".
A nova agência assumiria alguns dos poderes que hoje ficam a cargo do Fed (Federal Reserve, o BC americano). No dia em que fez o anúncio da proposta, Obama disse que a atual crise "não é apenas o resultado de decisões feitas pelas mais poderosas empresas financeiras; ela é também o resultado de decisões tomadas por americanos comuns, de adquirir cartões de crédito, levar para casa empréstimos e assumir outras obrigações financeiras".
Abusos
No último dia 20, Obama disse que os abusos sofridos pelos consumidores foram uma das causas da atual crise e que "não tem dúvidas" de que o colapso da supervisão gerou abusos generalizados no sistema financeiro, com resultados "desastrosos".
Obama indicou que a crise foi causada em parte pelos americanos que assumiram dívidas que não podiam pagar, "mas também há milhões que assinaram contratos que nem sempre entendiam, oferecidos por agentes que nem sempre diziam a verdade".
O presidente indicou que "não é coincidência que a falta de proteção ao consumidor tenha levado aos abusos: a falta de normas para impedir práticas financeiras enganosas levou aos abusos contra os consumidores". A agência vai aplicar novos regulamentos para que as empresas concorram com produtos que os consumidores realmente necessitem e com normas que possam compreender. "Esses contratos ridículos, com páginas que ninguém consegue entender, serão uma coisa do passado", afirmou.
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Especial



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Mas agora vivemos uma situação diferente, mas não menos perigosa, pois o Brasil está melhor em suas contas públicas que os países ricos, mas o problema é: como eles vão comprar nossos produtos se não tiverem dinheiro?
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O ESTADO DE S.PAULO- 20.12.09
Em 2008 e 2009, parte da crise ocorreu diante da incapacidade de muitos em pagar suas dívidas. Casas foram devolvidas e empresas foram fechadas em meio à falta de crédito. Para 2010, a eventualidade de uma falência nas contas públicas teria um impacto bem maior. Não por acaso, a agência Moody"s publicou um relatório no início da semana (14 A 20.12.09) com um título que chamou a atenção do mercado: "Apertem os Cintos - Tempos Tumultuados pela Frente".
JORNAL DA TARDE - 20.12.09
O problema é que quando as contas mais altas chegarem em janeiro, boa parte dos paulistanos estará mais endividada do que estava no início de 2009. Uma pesquisa da Federação do Comércio prevê que as vendas deste Natal sejam entre 10% e 12% maiores que as do Natal de 2008, com o agravante de que as compras a prazo também devem crescer na mesma proporção.
A combinação de aumento do consumo no Natal com um reajuste acima da inflação nas despesas de início de ano pode deixar o consumidor numa situação delicada.
O que devo fazer: acreditar e tomar cautela, ou confiar na midia especialmente televisiva ficando eufórico e tambem sair gastando? Alguem me ajude por favor.
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