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Dinheiro
30/06/2009 - 17h28

Lula fixa meta de inflação para o próximo governo em 4,5%

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EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília

Atualizado às 18h49.

O CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu hoje que a meta de inflação para 2011 será de 4,5%. Este será o primeiro ano do governo que irá suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi antecipada em reportagem da Folha e confirmada pelo ministro Paulo Bernardo (Planejamento).

Fazem parte do CMN o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento e o presidente do Banco Central. São eles quem decide qual será a meta de inflação que servirá de referência para que o BC possa definir a política de juros do país. Na prática, no entanto, a decisão final sobre a meta cabe ao presidente da República.

As metas de inflação são sempre fixadas com antecedência e podem ser modificadas posteriormente pelo próprio conselho.

Quando assumiu o governo, em 2003, Lula alterou as metas para os dois primeiros anos do seu mandato, que haviam sido definidas ainda no governo FHC. As metas foram ajustadas de 4% para 8,5% em 2003 e de 3,75% para 5,5% em 2004.

Juros

O valor de 4,5% definido hoje é o mesmo que vem sendo utilizado pelo governo desde 2005. Uma meta mais apertada significaria uma necessidade de o BC ter de aumentar mais os juros para segurar a inflação.

O CMN também definiu que será mantida a tolerância de dois pontos percentuais para baixo e para cima. Dessa forma, os 4,5% serão o "centro da meta", e o valor de 6,5% será considerado o "teto da meta".

Sempre que a inflação ficar acima desse último valor, o presidente do BC é obrigado a escrever uma carta explicando o porquê da meta não ter sido cumprida. Isso já aconteceu em 2001, 2002 e 2003.

O número de 4,5% se refere à inflação ao consumidor medida pelo IPCA, indicador calculado mensalmente pelo IBGE.

O sistema de metas de inflação foi criado em 1999 e segue o exemplo dos bancos centrais internacionais.

2010

A definição da meta com antecedência afeta também as decisões do BC em relação aos juros já em 2010. O lembrou também que a decisão de hoje não representa uma obrigação para o próximo governo.

"O próximo governo vai fazer o que acha que tem de fazer. Ninguém pode obrigar o próximo governo a fazer nada", disse Paulo Bernardo.

Comentários dos leitores
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
José Alberto (222) 04/12/2009 11h03
Com certeza essa inflação mentirosa do governo lulala não coloca em seus calculos o que pagamos em comida, gasolina, aluguel, algumas mordomias que são obrigações do governo nos dar como saude digna,desenvolvimento, e o recuso dessa classe que nos rouba a de politicos e juizes que não lhe são cobrados IR e quando pagam são irrisórios ou pela metade, e os rombos feitos pelo bndes em nossa economia, o governo declara ajuda a bancos no IR e será que coloca isso como divida ativa, duvido, e se colocar o povo é que paga, e por que será que muitos orgãos não pagam IR, ex: sindicatos, igrejas, pac com obras super faturadas, bolsa miseria,mst, ongs principalmente as estrangeiras, então se somar tudo isso com certeza nossa inflação beira ai os 50% ano e lulala e sua equipe quer nos convencer que ´só 5%, então por que o banco central com o manteiga junto não baixa os juros do copom para 5% tb, e por que será que bancos brasileiros mantem um taxa de juros a mais alta do mundo pois não adianta nos comparar com paises mais podres do que o nosso e sim cuidar do nosso o que os governantes não fazem e nos mantem na miseria ..... sem opinião
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Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (50) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. 2 opiniões
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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