Dinheiro
01/07/2009 - 12h43

Consultoria aponta desvalorização histórica do dólar no segundo trimestre

Publicidade

da Folha Online

Atualizado às 13h02.

A desvalorização de 15,7% da dólar entre abril e junho foi a maior para um período trimestral na história do país, aponta a consultoria Economática. A pesquisa leva em conta a cotação de venda para a Ptax, a taxa média de câmbio calculada pelo Banco Central. No pregão desta terça-feira, último do trimestre, a divisa fechou valendo R$ 1,964.

A desvalorização da taxa cambial neste segundo trimestre é ainda maior que o tombo de 14,35% registrado no segundo trimestre de 2003, até então o maior já visto.

Considerando o primeiro semestre deste ano, a moeda americana ficou 16,49% mais barata, ainda de acordo com os cálculos da Economática. Essa variação somente é comparável aos anos de 2003 e 2007, quando a taxa de câmbio retraiu 18,23% e 17,15%, respectivamente.

A consultoria lembra que os períodos de desvalorização do dólar começaram a partir de 1999, com a mudança do regime cambial. E que nos períodos anteriores, a inflação altíssima do país afetava os termos de troca entre a moeda brasileira (da vez) e o dólar.

Analistas ressaltam que a desvalorização do dólar tem múltiplos efeitos para as empresas brasileiras. Se por um lado as endividadas em moeda estrangeira serão beneficiadas, as exportadoras correm o risco de apurar receitas menores.

Entre os fatores que explicam a desvalorização do dólar nos últimos meses estão o aumento das exportações e dos preços das commodities, responsável por puxar para cima o saldo da balança comercial.

O saldo positivo no fluxo de dólares para o Brasil, que voltou a subir com a melhora do cenário econômico global após o aparente pico da crise, também eleva a oferta de moeda no país. E quanto maior a oferta de um produto, menor o seu preço.

Apesar disso e das reclamações do setor exportador, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, já disse que a queda do dólar é um fenômeno mundial que afeta todas as moedas internacionais e não apenas o real. Ele descartou também mudanças de impostos para frear o fluxo de dólares para o país.

Comentários dos leitores
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
avalie fechar
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
avalie fechar
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (210)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca