Dinheiro
01/07/2009 - 13h20

EUA deixarão de ajudar GM se reestruturação não ocorrer até 10 de julho

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da Folha Online

O governo americano não irá continuar a ajudar com dinheiro a montadora americana GM (General Motors) se a empresa não conseguir a aprovação do plano para vender seus ativos até o dia 10 deste mês, disse nesta quarta-feira o representante do Departamento do Tesouro Harry Wilson, um dos membros do governo responsáveis pelo acompanhamento do processo de venda.

"Não temos nenhuma intenção de continuar a financiar essa empresa de a ordem de venda não for apresentada até o dia 10", afirmou, ao ser questionado pelo advogado de um grupo de detentores de títulos da GM que se opõem à venda.

No último dia 19, citando fontes da GM, o diário britânico "Financial Times" informou que a empresa espera sair da concordata a partir de meados de julho, antes do previsto inicialmente --no dia 1º de junho, a GM recorreu ao Tribunal de Falências de Nova York, para pedir proteção sob o "Capítulo 11" da Lei de Falências americana --o equivalente à concordata (ou recuperação judicial, no Brasil).

Como parte do acordo de reestruturação, o governo americano ficará com 60% de participação na nova empresa, em troca dos bilhões de dólares já empregados na empresa --o tribunal autorizou a GM no último dia 25 a utilizar os US$ 33,3 bilhões emprestados pelo governo para manter a companhia funcionando enquanto permanece em concordata.

O governo canadense, que também já fez empréstimos à GM, receberá em troca 12,5% de participação acionária na empresa que surgirá após a concordata. O sindicato UAW (United Auto Workers) terá 17,5% dos títulos.

O executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse ontem, primeiro dia da audiência, que, se o plano de venda de ativos da empresa não for aprovado até o dia 10 deste mês, o esforço pela reestruturação da montadora pode fracassar.

Os grupos que se opõem à venda dos ativos da empresa para a formação de uma nova GM (com a qual ficariam os ativos mais saudáveis) alegam que suas demandas contra a montadora ficariam com a "velha GM", da qual dificilmente obteriam as compensações exigidas.

Comentários dos leitores
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Richard Adams (21) 26/11/2009 17h56
Marcelo, concordo também com vc. Mas qdo pensamos em paises ricos, nos vem à mente normalmente USA e Zona do Euro.
Veja o que aconteceu hj com Dubai. Há outros vários.
Também acho que a palavra "quebrar"é muito forte, e de fato não deve acontecer. Aliás quem alertou sobre isso hj foi a OMC.
Tudo isso reforça o que venho escrevendo por aqui há algum tempo...tem muita gente eufórica, achando que tá tudo índo bem, que 2010 vai ser uma beleza e ao meu ver não vai ser não. Esse estória de o Brasil se achar uma ilha de prosperidade enquanto o mundo ainda estremeçe é muita arrogancia e merece cuidados extremos.
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Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Luiz Antonio (43) 26/11/2009 16h00
Quem lê a FSP, em especial, sempre acredita que o Brasil está a véspera de quebrar, como na época do FHC (PSDB). Mas o país continua crescendo cada vêz mais e distribuindo riqueza.
Quando ao fundo de Dubai, só deslumbrado gosta daquele pedaço de deserto com uma torre espetada.
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É aí que mora o perigo! Esses ricos do petróleo, fonte que começa a "secar", não só pelo seu esgotamento em sí, mas pela urgente necessidade de mudança da matriz energética, hoje e sempre, a maior vilã contra a natureza. Esses povos, acostumaram-se a nadar nababescamente no óleo negro, que se transformou em ouro, mais pelos seus marajás das mil e uma noites, pensando que certamente isso duraria eternamente, como os seus reinados. Mas, nada é para sempre e quando começar a ruir, "sai de perto", como diz o refrão popular e esteja a mil e uma noites de distância, porque nem Alá, Maomé ou aiatolá, desatolará.
Abençoado é aquí, onde fura-se um poço e encontra-se água. Nem ouro,nem diamante, nem urânio, nem nada, nada vale. Água e oxigênio, ainda temos as maiores riquezas. De quê reclamar!
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