Vendas da Ford caem 10,7% em junho nos Estados Unidos
da Folha Online
Atualizado às 14h24.
As vendas da montadora americana Ford Motor em junho tiveram uma queda de 10,7%, na comparação com junho de 2008, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.
Segundo a Ford, foram vendidas no mês passado 154.873 unidades, contra 173.462 um ano antes. Em maio a empresa havia registrado uma queda maior nas vendas, de 24%, em relação a maio do ano passado.
Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas da Ford caíram 37%.
A Ford é a única das grandes montadoras americanas a não depender de recursos do governo para continuar operando.
No último dia 24, a empresa informou que planeja reduzir pela metade o número de fornecedores de longo prazo nos Estados Unidos até o final deste ano. A Ford pretende encerrar 2009 com 850 fornecedores, contra 1.683 do ano passado.
As vendas de carros das marcas Ford, Lincoln e Mercury caíram 11%, enquanto as vendas de SUVs (veículos esportivo-utilitários, na sigla em inglês) caíram 20% --a menor taxa de declínio do ano. As vendas de caminhões e vans tiveram queda de 6,9% (junho teve 25 dias de vendas, um a mais que em junho de 2008).
Os estoques da empresa chegaram a 343 mil unidades no fim de junho, o equivalente a 60 dias de vendas no ritmo de junho. O total é ainda 2,3% menor que o de maio e 38% menor que o de um ano antes.
Leia mais notícias sobre o setor automobilístico nos EUA
- EUA deixarão de ajudar GM se reestruturação não ocorrer até 10 de julho
- Montadora indiana Tata Motors tem primeiro prejuízo em oito anos
- Presidente da Toyota anuncia volta aos fundamentos para vencer crise
Outras notícias sobre economia em Dinheiro
- Entrada de dólares superava saída em US$ 363 milhões no semestre
- Reservas semanais de petróleo dos EUA sofrem nova queda
- Banco Mundial congela seus empréstimos a Honduras
Especial


O que se pode ver ao longo dos anos em Dubai é o resultado da visão futurista da localidade que possui 2% das reservas de gás do bloco de sete países que formam o EAU (Emirados Árabes Unidos), diante a estimativa de que suas reservas de petróleo tendem a uma diminuição significativa, alcançando completo esgotamento num prazo de até duas décadas. Sua economia migrou daquela baseada no comércio e dependente do petróleo, para aquela baseada nos serviços e orientada para o turismo o que fez com que o setor imobiliário alcançasse um patamar extraordinariamente valioso e se tornasse "a menina dos olhos" de grandes investidores internacionais, mas que, em virtude da crise econômica mundial provocada pelos EUA, vem amargando recessão entre 2008 e 2009. Tomando-se como ponto de partida o ano de 2005, o PIB era de US$ 37 bilhões onde as receitas originadas do petróleo e gás natural representavam menos de 6%, em fevereiro de 2009 chegou a uma dívida externa estimada em aproximadamente 100 bilhões, o que equivale dizer que para cada um dos cerca de 250.000 cidadãos do emirado cabe 400 mil dólares em dívida externa.
avalie fechar
Os setores, imobiliário e de construção, comércio, entreposto aduaneiro e serviços financeiros, juntos, contribuem com algo em torno de 65% a 70% de sua economia. Para que se tenha uma idéia, para quem até meados do século passado não passava de um pequeno entreposto comercial, e devido a sua localização marítima, vivia da pesca e coleta de pérolas, até que se instalasse a crise mundial, com um território 2200 vezes menor que o do Brasil, recebia cerca de 6,5 milhões de turistas ao ano, com uma taxa de ocupação média dos hotéis em torno 85% enquanto que no Brasil, algo em torno 64%. Há de se notar que enquanto ao final do ano passado, no apogeu da crise, muito de falava no Capítulo 11 que trata da falência das empresas norte americanas, e que nos dias de hoje o FDIC (órgão que garante os depósitos bancários nos EUA) vem demonstrando preocupação com o crescente número de instituições financeiras problemáticas no país diante o fato de que em setembro deste ano, 552 bancos relataram dificuldades, espelhando um aumento de 33% sobre os 416 relatados no segundo trimestre, em Dubai passados cerca de 12 meses, fala-se de uma moratória por prazo de seis meses.
avalie fechar
A meu ver, Folker Hellmeyer, economista-chefe do banco Bremer Landesbank demonstra profundo conhecimento e bom senso quando diz que "Os problemas atuais se referem à falta de liquidez momentânea de alguns megaprojetos, e não à confiança em geral na potência econômica dos emirados". Devido ao seu perfil econômico é bastante natural que o emirado sentisse os reflexos da crise devido à falta de liquidez. Há um grande número de empresas de porte internacional do mundo todo operando em Dubai. Entre as intituições financeiras, por exemplo, encontram-se o Citi Bank que amargou perdas terríveis com a crise nos EUA e teve que ser socorrido pelo governo norte americano. Além dele, outros como o ABN-Amro Bank, Deutsche Bank AG, MGM Mirage, Royal Bank of Scotland Group plc, HSBC Holdings plc, etc
avalie fechar